O prêmio (ou basis) é o valor somado ou subtraído da cotação de Chicago (CBOT) para formar o preço no Brasil. No encerramento de janeiro e início de fevereiro, o movimento nos portos é de queda nos prêmios para embarque imediato.
1. Prêmios Pressionados pela Oferta
Com a colheita avançando rapidamente, especialmente em Mato Grosso (quase 20% já colhido), o volume de soja chegando aos terminais é muito alto.
- A lógica do mercado: Quando tem muita soja disponível ao mesmo tempo, o comprador “pressiona” o prêmio para baixo;
- Situação em Paranaguá: Para embarque em fevereiro/26, os prêmios estão operando em patamares baixos (em torno de +10 a +15 pontos sobre Chicago), o que representa uma queda de quase 50% em relação ao que se esperava no início do mês.
2. A Briga Brasil x EUA
Um fator que está “pesando” nos nossos prêmios é a competitividade norte-americana.
- Mesmo com a soja brasileira sendo a favorita da China, acordos comerciais recentes e a valorização do Real fizeram com que a soja dos EUA ficasse atraente para alguns compradores;
- Para não perder o navio, os exportadores brasileiros acabam tendo que reduzir o prêmio para manter a nossa soja competitiva no mercado global.
3. Logística e Fretes: O “Custo Porto”
O frete para os portos disparou com o início da colheita. Como o comprador final (na China ou Europa) paga o preço FOB (posto no navio), qualquer aumento no custo de transporte interno acaba sendo descontado do prêmio pago ao produtor.




