Epamig desenvolve tecnologias de controle reprodutivo, melhoramento genético e sistemas produtivos para tornar a tilápia mais sustentável e segura ambientalmente
Controle reprodutivo avança
A Epamig vem desenvolvendo tecnologias para evitar que a tilápia escape e se reproduza em rios e lagos. O pesquisador Franklin Costa explica que o foco é criar peixes que não sobrevivam fora dos tanques. Uma das estratégias é a masculinização hormonal, usada há décadas para obter lotes com maioria de machos. Isso evita a reprodução nos tanques de engorda e melhora o desempenho produtivo.
Em parceria com a UFMG, a instituição trabalha para chegar a lotes 100% masculinos, já que os métodos atuais ainda deixam cerca de 5% de fêmeas com capacidade reprodutiva.
Sistemas fechados reduzem riscos
Outra frente importante é o uso de sistemas produtivos que separam o peixe do ambiente natural. Os sistemas de recirculação de água (RAS) e de bioflocos (BFT) são exemplos. Eles permitem o crescimento da tilápia em ambientes controlados, sem contato com rios ou lagos. Isso reduz significativamente o risco de escape.
Franklin Costa destaca que esses modelos são estratégicos para tornar a atividade mais sustentável e segura ambientalmente.
Melhoramento genético estratégico
A Epamig também investe no melhoramento genético da tilápia. O objetivo é desenvolver animais com alto desempenho produtivo, mas com baixa capacidade de sobrevivência fora dos tanques.
“O peixe é melhorado para a produção em cativeiro. Caso escape, terá chances mínimas de sobrevivência comparado aos peixes de vida livre”.



