Giro de mercado: Soja fecha janeiro sob pressão e preços seguem enfraquecidos
Danni Balieiro
02/02/2026 às 10:28
O mercado da soja encerrou o mês de janeiro operando no “campo vermelho”, confira!
As cotações da soja no Brasil continuam perdendo força, refletindo um cenário de muita oferta interna e um mercado externo menos agressivo nas compras.
Por que a soja está perdendo valor?
Três fatores principais formaram uma “tempestade perfeita” para a queda dos preços neste fechamento de mês:
Expectativa de Safra Recorde: O mercado já trabalha com a confirmação de uma colheita histórica no Brasil. Com muita soja prevista para entrar no sistema, a pressão sobre os preços é imediata;
Câmbio e Competitividade: O Real se valorizou frente ao dólar no período. Para o produtor, isso é uma faca de dois gumes: embora ajude no custo de alguns insumos, reduz a competitividade da soja brasileira no mercado externo. Os compradores internacionais acabaram migrando parte das ordens para a soja dos Estados Unidos;
Demanda Interna Morna: O consumo dentro do país também não mostrou força suficiente para segurar as quedas, deixando o mercado disponível com baixa liquidez.
No Campo: Mato Grosso acelera e o Sul acende o alerta
Enquanto os preços caem, as colheitadeiras ganham ritmo. Segundo o levantamento mais recente da Conab (até 24 de janeiro), o Brasil já colheu 6,6% da área total, um avanço considerável frente aos 3,2% do ano passado.
Destaque para Mato Grosso: O estado lidera com folga, já tendo passado dos 19,7% de área colhida (no mesmo período de 2025, o índice era de apenas 3,6%).
Alerta no Sul: Se no Centro-Oeste o ritmo é bom, no Sul a preocupação é com o clima. A umidade do solo está abaixo do ideal, principalmente para as lavouras que foram plantadas mais tarde. A esperança do produtor gaúcho e paranaense está nas previsões de chuvas mais abrangentes para os próximos dias, que podem trazer o alívio necessário para manter o potencial produtivo. Clique aqui e acompanhe o agro.