O cenário para o mercado de feijão na última semana de janeiro de 2026 foi marcado por um fôlego extra nos preços
Após um período de maior estabilidade, as cotações das variedades preto e carioca (especialmente os de melhor qualidade) deram um salto expressivo em praticamente todas as regiões praças do país. Esse movimento consolida uma tendência de alta que não era vista com essa intensidade nos últimos quatro meses.
O que está puxando os preços para cima?
Diferente do que vimos em janeiro do ano passado, quando os preços estavam em patamares baixos e em ritmo de queda, o cenário atual é de restrição de oferta. Dois fatores principais explicam esse “aperto” no mercado:
- Quebra de Safra no Sul: A produção da primeira safra nesta região está menor em comparação ao ciclo de 2025. Com menos feijão disponível vindo do Sul, o mercado sente o impacto imediato nos estoques;
- Ritmo Lento no Campo: A colheita não está conseguindo avançar como deveria. O produtor está enfrentando sérias dificuldades com as janelas climáticas. O excesso de umidade e as chuvas frequentes impedem a entrada das máquinas, atrasando a chegada do grão novo ao mercado.
Radiografia da Safra (Dados Conab)
Os números oficiais da Conab, atualizados até o dia 24 de janeiro, deixam claro o tamanho do atraso na colheita da primeira safra nacional:
- Colheita atual: 28,3% da área total;
- Janeiro de 2025: 39,0% já estava colhido;
- Média dos últimos 5 anos: 38,1%.
Essa diferença de quase 10 pontos percentuais em relação à média histórica é o que tem dado sustentação para que os preços disparem no encerramento do mês.




