Nas previsões desenvolvidas para o balanço preliminar de 2020 da edição de dezembro corrente da Revista do AviSite, projetou-se para o mês de outubro uma produção de pintos de corte em torno dos 600 milhões de cabeças, volume que representaria aumento anual de pouco mais de 3%.
Porém, os dados da APINCO relativos àquele mês – geralmente, o de maior produção do ano porque objetiva, exatamente, a oferta de carne de frango do período de Festas – mostra que o volume efetivamente produzido superou as previsões, visto ter chegado aos 629 milhões de cabeças. E isto corresponde a um aumento de 8% sobre outubro do ano passado.
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Ainda que já tenha sido integralmente abatida (se criado por até 45 dias, o último pinto alojado em outubro foi para o abate no início desta semana), essa produção agrava as condições de comercialização do frango, pois chega ao mercado no mesmo instante em que as carnes em geral enfrentam retrocesso de preço e num momento em que as preferências se voltam para as aves natalinas.
De toda forma, essa influência tende a desaparecer no curtíssimo prazo, pois, de acordo com comunicado da Diretoria da APINCO, os números preliminares de novembro (frangos que começam a chegar agora ao mercado) indicam não só o retorno à normalidade mas, também, o menor volume do corrente semestre, com produção inferior a 555 milhões de pintos de corte.
A esta altura caberia perguntar: erro de estratégia do setor? De forma alguma. Em outubro o mercado de carnes vinha numa espiral ascendente e o setor simplesmente se preparou para atender a demanda das Festas. O que ninguém imaginava, àquela altura, é que menos de dois meses depois todo o mercado de carnes “entraria em parafuso”.





