Estimativa da ANTF é baseada em caso de sucesso da renovação de concessões para as operadoras de transporte de carga

A repactuação antecipada dos contratos de algumas concessionárias de ferrovias e os investimentos viabilizados nos novos contratos pode significar um salto no volume de cargas transportadas, até 2026, de 550,6 milhões à 709,1 milhões de TU (toneladas úteis). A estimativa é da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) que leva em conta os investimentos globais da iniciativa privada de R$ 25 bilhões até 2023.

“As ferrovias de carga têm papel essencial no comércio exterior brasileiro e contam com uma participação crescente no volume transportado anualmente. Mais de 98% dos minérios chegam aos portos pelos trilhos, por exemplo. A integração do sistema permite a competitividade do minério de ferro no mercado externo, contribuindo para o saldo positivo da balança comercial e, por consequência, impactando positivamente o PIB do País”, afirma o diretor executivo da ANTF, Fernando Paes.

Adicionalmente, o estudo da entidade aponta também que esses investimentos possam gerar quase 38 mil postos de trabalho na construção civil e mais 3,5 mil na indústria ferroviária nacional, entre diretos e terceirizados. “Está mais do que evidente que a conclusão desse processo de prorrogação é do interesse tanto das empresas concessionárias quanto do interesse público – da sociedade e do Governo Federal”, ressalta Paes.

O diretor executivo da ANTF é uma das presenças aguardadas na NT Expo – 20ª Negócios nos Trilhos, principal encontro de negócios do setor de transporte metroferroviário da América Latina, acontece de 7 a 9 de novembro no Expo Center Norte e irá reunir fornecedores nacionais e internacionais, operadoras de carga e passageiros, especialistas, associações e representantes públicos.

“Para nós, a realização da NT Expo 2017 representa uma oportunidade singular para ampliar o debate sobre o transporte ferroviário de cargas no Brasil e no mundo. O evento oferece o espaço adequado para que a ANTF possa colocar em pauta questões que envolvem, e impactam, a complexa infraestrutura logística brasileira – e, ao lado de grandes empresas e entidades representativas nacionais e internacionais, buscar novas e mais eficientes soluções para o país”, conclui Paes.