O cavalo, conhecido como o garanhão do século 19 e morto em 1998, chegou a ser avaliado em mais de US$ 1 milhão de dólares. Leia a matéria completa e entenda o valor da raça Mangalarga.
Pioneirismo
Além de ser pioneira no uso da biotecnologia para clonagem de equinos, a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM) se destaca ainda por outra conquista: o mangalarga é considerado o principal cavalo de sela do mundo.
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Segundo a ABCCRM, a razão é que marcha é a principal característica da raça, que é considerada única.
“Graças a essa qualidade” acrescenta, “o mangalarga é conhecido por muitos criadores como o melhor cavalo de sela do mundo, combinando todos os fatores necessários para uma boa montaria”.
O mangalarga é uma raça de cavalo de origem brasileira. Por questões legais, os cavalos criados no estado de Minas Gerais tiveram que ser qualificados e foi acrescentada ao seu nome original a qualificação “marchador”. A denominação mangalarga ficou para os animais registrados na associação do estado de São Pulo.
Origem e evolução da raça
Há mais de 200 anos, com a denominação de Mangalarga, tornou-se famosa uma população equina, no sul de Minas Gerais, limítrofe com São Paulo, na primeira década do século 19.
Posteriormente, membros da família Junqueira, responsáveis por essa criação, mudaram-se para o estado de São Paulo e com eles levaram suas montarias. A raça logo contagiou os paulistas, que adotaram e a disseminaram por todo o estado de São Paulo e estados vizinhos.

Traçar um histórico da raça Mangalarga equivale a narrar a história da família Junqueira. Foram eles os forjadores da raça, seus primeiros criadores.
O início da seleção da raça Mangalarga deu-se em 1812 na fazenda Campo Alegre, em Baependi (MG), hoje município de Cruzília (MG), onde o barão de Alfenas instalou-se. Consta, ainda, que nesta data, teria o barão recebido de presente do Príncipe Regente D.João VI um cavalo Álter, que passou a usar como garanhão em suas éguas.
Os animais oriundos destes acasalamentos se constituíram nos formadores da raça Mangalarga.
A raça tem como formador principal o cavalo Álter de Portugal. Provavelmente, foi Napoleão Bonaparte, ao invadir Portugal, obrigando Dom João VI a mudar-se com a corte para o Brasil, quem primeiro contribuiu para a formação desta raça.
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“O Brasil é o berço do mangalarga”, diz o jurado da ABCCRM, João Quadros, informando que “os primeiros exemplares surgiram do cruzamento entre animais das raças Andaluz e Alter, trazidos pela família real portuguesa, com cavalos da raça Berberes que já faziam parte do plantel nacional na época. Por volta de 1812, no sul de Minas Gerais, a família Junqueira iniciou o trabalho de seleção que deu origem à formação da raça.
João Quadros conta que, no início do século 19, membros da família levaram alguns de seus animais para o Rio de Janeiro, a capital brasileira na época. “Esses exemplares foram destinados a uma fazenda que ficava em Paty de Alferes, no estado do Rio de Janeiro, chamada Mangalarga. Os animais começaram a fazer sucesso, e quando perguntava que cavalos eram aqueles, o pessoal respondia ‘são da mangalarga’. Aí pegou e até hoje a raça é conhecida assim”, diz.
Características da Raça
Descrição: Peso de 450 Kg no garanhão e 400 na égua.
Estatura: De 154 cm no garanhão (em média 150 cm) e 146 cm nas éguas (em média 144 cm).
Perímetro torácico: As pelagens predominantes são a castanha e a alazã. Ocorre o tordilho em menor proporção, e ainda menos o baio, o negro e o pampa. Os pelos são finos e macios e as crinas frequentemente longas e onduladas.
Cabeça: Média, de perfil direito, com tendência a convexo. Os olhos são pouco salientes, afastados, expressivos, revelando mansidão e vivacidade. As orelhas são médias, bem implantadas e móveis. A fronte é ampla, as garnachas delicadas, as narinas afastadas, amplas e firmes. Boca medianamente rasgada com lábios iguais.
Pescoço: Musculoso e levemente rodado (pretende-se piramidal), harmoniosamente ligado a cabeça e ao tronco, com crineira abundante e ondulada.
Corpo: Compacto, de aspecto reforçado, porém bem proporcionado. A cernelha é de tamanho médio e regularmente saliente.
As espáduas: São oblíquas, longas e musculadas. O peito: é amplo, musculoso e o tórax profundo, com as costelas arcadas.
O dorso: Rins curtos e fortes.
Os flancos: São as vezes demasiado grandes, o que é um defeito a corrigir.






