Mais do que o aumento das instalações e propriedades, nos próximos anos a suinocultura nacional buscará o crescimento da produtividade

Tendo em vista o impacto da nutrição no custo total de uma granja, ao redor de 65% – 70%, tecnologias que otimizem o aproveitamento dos nutrientes pelos animais e aumentem os índices zootécnicos tornam-se interessantes.

Nesse âmbito, a peletização das rações surge como alternativa para melhoria de desempenho e retorno econômico, redução dos efeitos deletérios de toxinas e microrganismos na ração, entre outros, aumentando consecutivamente a produtividade.

O processo consiste fundamentalmente em submeter a ração farelada à umidade, calor e pressão mecânica, culminando na formação dos pellets. Esse processo aumenta a exposição dos grânulos que são melhor digeridos pelas enzimas gastrointestinais, disponibilizando mais nutrientes ao organismo dos suínos.

Analisando o desenvolvimento dos suínos desde o nascimento até o abate, diversos benefícios da peletização podem ser enumerados. Ao redor do desmame e durante toda a fase de creche, a tecnologia é utilizada para maior disponibilização da energia e melhoria da conversão alimentar.

Esses benefícios tornam-se ainda mais interessantes, pois o leitão saído da maternidade sofre uma abrupta mudança de ambiente e tipo de alimento, indo do leite materno para a ração sólida, e precisa de nutrientes facilmente assimiláveis no período de creche.