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Soja reage em Chicago em janeiro mas físico cai no Brasil hoje

Redação
15/01/2026 às 11:07
Soja reage em Chicago em janeiro mas físico cai no Brasil hoje

Frete caro e colheita pressionam o preço recebido pelo produtor.

A soja apresenta uma recuperação parcial na Bolsa de Chicago em meados de janeiro, mas esse movimento não se reflete no mercado físico brasileiro. Enquanto os contratos futuros esboçam reação técnica após quedas consecutivas, os preços internos seguem em trajetória de baixa, pressionados por logística, avanço da colheita e maior oferta.

Chicago reage após sequência negativa

Na Bolsa de Chicago, o contrato março/2026 fechou a US$ 10,4250/bushel em 14/01, com alta de 3,75 pontos. O janeiro/2026 subiu 7,25 pontos, a US$ 10,3050/bushel. O movimento representa uma recuperação parcial após cinco sessões consecutivas de queda no primeiro dia útil de 2026.

Analistas apontam que a sustentação externa vem da maior concentração da demanda internacional na origem brasileira, com redução das compras chinesas nos Estados Unidos. Ainda assim, os ganhos variam entre 0,17% e 3,75% no período, insuficientes para compensar as pressões internas observadas no Brasil.

Queda persistente no mercado físico brasileiro

No mercado físico, a trajetória é oposta. Em Paranaguá, a soja recuou de R$ 142,14/sc no início de janeiro para R$ 130,90/sc em 13/01. No Paraná, as negociações giram em torno de R$ 133,85/sc. Em Mato Grosso, os preços são ainda mais pressionados: R$ 115,00/sc em Rondonópolis e R$ 103,90/sc em Sorriso.

A média nacional no começo de janeiro ficou em R$ 128,99/sc, acumulando uma queda de -7,17% entre dezembro de 2025 e meados de janeiro de 2026. Esse descolamento evidencia que os fatores locais superam, em peso, a melhora externa.

Frete e colheita recorde limitam reação

O principal limitador das margens segue sendo o frete rodoviário. O custo de Campo Verde até Paranaguá alcança R$ 375,40/t, enquanto Campo Verde–Rondonópolis opera a R$ 101,96/t, com alta de 5,44%. A Conab alerta para inflação nos fretes no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela colheita recorde.

A paridade de exportação para março/2026 está entre R$ 100 e R$ 102/sc em regiões como Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, evidenciando forte desconto logístico. Ao mesmo tempo, a colheita avança: 2% da área já foi colhida até 12/01, com expectativa de chegar a 28% até o fim do mês em Mato Grosso. As produtividades confirmadas reforçam a perspectiva de grande oferta, moderando qualquer tentativa de recuperação no físico.

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