Frete caro e colheita pressionam o preço recebido pelo produtor.
A soja apresenta uma recuperação parcial na Bolsa de Chicago em meados de janeiro, mas esse movimento não se reflete no mercado físico brasileiro. Enquanto os contratos futuros esboçam reação técnica após quedas consecutivas, os preços internos seguem em trajetória de baixa, pressionados por logística, avanço da colheita e maior oferta.
Chicago reage após sequência negativa
Na Bolsa de Chicago, o contrato março/2026 fechou a US$ 10,4250/bushel em 14/01, com alta de 3,75 pontos. O janeiro/2026 subiu 7,25 pontos, a US$ 10,3050/bushel. O movimento representa uma recuperação parcial após cinco sessões consecutivas de queda no primeiro dia útil de 2026.
Analistas apontam que a sustentação externa vem da maior concentração da demanda internacional na origem brasileira, com redução das compras chinesas nos Estados Unidos. Ainda assim, os ganhos variam entre 0,17% e 3,75% no período, insuficientes para compensar as pressões internas observadas no Brasil.
Queda persistente no mercado físico brasileiro
No mercado físico, a trajetória é oposta. Em Paranaguá, a soja recuou de R$ 142,14/sc no início de janeiro para R$ 130,90/sc em 13/01. No Paraná, as negociações giram em torno de R$ 133,85/sc. Em Mato Grosso, os preços são ainda mais pressionados: R$ 115,00/sc em Rondonópolis e R$ 103,90/sc em Sorriso.
A média nacional no começo de janeiro ficou em R$ 128,99/sc, acumulando uma queda de -7,17% entre dezembro de 2025 e meados de janeiro de 2026. Esse descolamento evidencia que os fatores locais superam, em peso, a melhora externa.




