Trigo segue em ascensão no mercado interno, enquanto fatores externos influenciam desvalorização nos Estados Unidos
Os preços do trigo no Brasil seguem uma escalada ascendente, alcançando os maiores patamares do ano e refletindo um comportamento sazonal esperado para o período. O avanço nos valores tem sido registrado ao longo de todo o primeiro trimestre, acompanhando uma tendência observada também na Argentina, um dos principais produtores do cereal na América do Sul.
O movimento de valorização no mercado interno é sustentado por diversos fatores, incluindo uma demanda aquecida e ajustes na oferta. Além disso, a necessidade de importação do trigo argentino impulsiona ainda mais os preços, uma vez que os custos logísticos e cambiais seguem impactando o setor.
Estados Unidos enfrentam desvalorização do cereal em meio a desafios comerciais
Se no Brasil e na Argentina o trigo se valoriza, nos Estados Unidos o cenário é diferente. O trigo tem registrado desvalorização nos preços, pressionado por uma combinação de fatores externos. A guerra comercial e o fortalecimento do dólar frente a outras moedas têm reduzido a competitividade dos produtos norte-americanos no mercado internacional.
Outro elemento que adiciona pressão às cotações é a instabilidade gerada pelo conflito na região do Mar Negro, que afeta as rotas de exportação de trigo de países como Ucrânia e Rússia, grandes players globais do setor. Com isso, o contrato de Maio/25 do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CME Group) atingiu o menor patamar desde sua criação, em meados de julho de 2022, demonstrando a vulnerabilidade do cereal diante de fatores macroeconômicos e geopolíticos.





