O comércio triangulado na proteína animal é coisa rara, mas existe. Veja também possibilidades com a nova reunião que deve aumentar a taxa de juros e a questão dos preços mais altos do etanol com a safra de cana mais curta, menos para o MT que tem etanol de milho

Por Giovanni Lorenzon

No comércio mundial de commodities, prevalecem as operações movimentadas pelas tradings. Originam aqui e vendem acolá.

No comércio de proteína animal, manda o B2B (business to business), porque os grandes jogadores são players frigoríficos que exportam direto para os compradores, que em mercados capilarizados podem até ser distribuidores.

Com a brasileira KIT, a Garra International está nesse negócio e acredita que pode quintuplicar seu faturamento de US$ 200 milhões para US$ 1 bilhão em 10 anos, atraindo mais participantes de menor porte e que precisam de um apoio para garantirem penetração internacional.

O grupo neozelandês concluiu, depois de dois anos, a joint venture com a empresa fundada por Frederico Kaefer e com o portfólio agregado movimenta atualmente 120 mil toneladas anuais de carne suína, bovina, de aves e de carneiro.

E um dos diferenciais para essa ambição é a oferta de pagamento antecipado, antes do embarque do contêiner, para os fornecedores, explica Kaefer, que está mantido como CEO da companhia, com sede em Cascavel (PR).

A Garra tem bases já em 10 países, nos quais a oferta de frigoríficos de menor porte é mais marcante, mas já faz trader com 60 mercados, movimentando mais de seis mil contêineres anuais.

Mais do mesmo com a Selic

Nesta terça e quarta, nova reunião do Copom, do Banco Central, deve partir para nova alta na taxa Selic. Mas não resolverá, como se espera, a possível redução do dólar e o recuo da inflação.

Na última reunião, há 40 dias, nada mudou, quando foi a mais 1 ponto percentual, para 5,25% ao ano.

Agora, as projeções estão entre mas 1 a 1,25 pp.