Desaceleração nas cotações não apaga ganhos acumulados: mesmo com recuo, valores seguem superiores aos do ano passado, impulsionando expectativas no setor
O mercado de suínos viveu mais um capítulo de volatilidade nos preços, com recuos expressivos tanto para o animal vivo quanto para a carne no atacado. No entanto, apesar da pressão de baixa no curto prazo, os números de 2025 ainda sustentam patamares robustos quando comparados ao mesmo período do ano anterior, sinalizando que o setor mantém certo fôlego diante das oscilações de mercado.
Nas praças paulistas que compõem — Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba —, o suíno vivo foi negociado, em média, a R$ 8,56 por quilo. Esse valor representa uma retração de 3,3% em relação ao mês anterior. Apesar dessa desvalorização pontual, o preço atual ainda está 17,9% acima do registrado em março de 2024, já descontando a inflação medida pelo IGP-DI de março deste ano. Esse desempenho positivo em base anualizada demonstra que, mesmo em um ambiente de oferta mais folgada, a valorização acumulada permanece como fator de alento para os produtores.
A dinâmica de oferta e demanda foi decisiva para o enfraquecimento das cotações. Com maior disponibilidade de suínos prontos para o abate, a procura por novos lotes por parte dos frigoríficos acabou ficando aquém da oferta, pressionando os preços para baixo. No atacado da Grande São Paulo, o cenário não foi diferente: a liquidez das vendas de carne suína mostrou-se limitada, refletindo um consumo menos aquecido do que o esperado para o período.

Carcaça suína também sente impacto da oferta, mas mantém valorização robusta frente a 2024
O segmento de carcaça especial suína acompanhou o movimento de baixa observado no mercado de suínos vivos. Entre fevereiro e março deste ano, o preço médio do quilo do produto recuou 4,8%, chegando a R$ 12,60 no atacado da Grande São Paulo. Essa retração evidencia o enfraquecimento da demanda e a consequente necessidade de ajuste nas cotações para estimular as vendas.




