Soja (MT)R$ 129,38+0.33%
Milho (MT)R$ 44,87+0.29%
Algodão (MT)R$ 129,11-1.87%
Boi Gordo (MT)R$ 318,98-0.28%
Leite (MT)R$ 2,27+5.06%
Soja (MT)R$ 129,38+0.33%
Milho (MT)R$ 44,87+0.29%
Algodão (MT)R$ 129,11-1.87%
Boi Gordo (MT)R$ 318,98-0.28%
Leite (MT)R$ 2,27+5.06%
Soja (MT)R$ 129,38+0.33%
Milho (MT)R$ 44,87+0.29%
Algodão (MT)R$ 129,11-1.87%
Boi Gordo (MT)R$ 318,98-0.28%
Leite (MT)R$ 2,27+5.06%

Soja aprofunda perdas em Chicago e o agro inicia a contagem regressiva para o plantio

A correção técnica em Chicago e o Dólar a R$ 5,10: Soja volta a testar US$ 12,00 no fechamento da Semana

Abrimos esta terça-feira com as mesas de operação aprofundando o movimento de realinhamento de preços no mercado internacional. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o complexo soja dá sequência ao viés de baixa, pressionado pelas estimativas robustas da Pro Farmer Crop Tour e pelo solo úmido no Meio-Oeste americano. Enquanto isso, o petróleo passa por uma forte descompressão de mais de 3%, devolvendo prêmios geopolíticos.

Aqui na América do Sul, o relógio corre e o radar do agronegócio começa gradativamente a mudar de hemisfério: a proximidade de setembro marca a contagem regressiva para o fim do vazio sanitário e a autorização do plantio da safra 2026/27.

Abaixo, os fundamentos que estão guiando o pregão desta manhã direto da nossa redação em Cuiabá.

O front macro: Brent recua mais de 3% sob guerra de narrativas entre EUA e Irã

No mercado internacional de energia, o petróleo amanhece em forte correção. O barril tipo Brent registra queda superior a 3%, cotado a US$ 87,68, rompendo o patamar de sustentação dos últimos dias.

O recuo reflete um ambiente de volatilidade alimentado por declarações diplomáticas cruzadas: o governo do Irã declarou publicamente que vai resistir à ampliação das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, afirmando ainda que Washington tem buscado abrir canais de negociação. Embora a tensão no Estreito de Ormuz permaneça no radar, a possibilidade de conversas bilaterais e a realização de lucros das posições compradas forçam a queda do óleo bruto, trazendo um respiro momentâneo para os custos de frete marítimo global.

Complexo Soja: Pro Farmer projeta 124,4 mi de toneladas e Chicago aprofunda perdas

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja opera em baixa nesta terça-feira, dando continuidade ao recuo da sessão anterior.

O principal vetor de pressão vendedora consolidou-se após o encerramento da Pro Farmer Crop Tour. A expedição projetou a safra norte-americana de soja em 124,4 milhões de toneladas, um volume acima do que as mesas de operação aguardavam e superior aos números de oferta confortável do último reporte do USDA. Somado a isso, os mapas meteorológicos confirmam que a umidade do solo segue em níveis ideais em grande parte do Meio-Oeste americano, garantindo o suporte hídrico necessário para o enchimento final de grãos e afastando qualquer prêmio de risco climático. O mercado segue monitorando o ritmo de novas aquisições da oleaginosa pela China para tentar encontrar um piso de suporte.

Milho e Trigo: Correção no cereal e aperto de oferta no trigo brasileiro

O milho futuro na CBOT passa por uma leve correção técnica e trabalha no campo ligeiramente negativo nesta manhã. O movimento é um ajuste natural de posições após a disparada registrada no pregão de ontem, quando o mercado reagiu fortemente à quebra de safra apontada pelo tour de campo norte-americano.

No mercado de trigo, o destaque fica por conta do cenário doméstico brasileiro. As cotações do trigo seguem em alta no país, impulsionadas pela menor disponibilidade física do cereal no mercado spot (disponível). Diante da escassez imediata de lotes prontos para entrega, a indústria moageira e os compradores começam a voltar o foco e direcionar os contratos para o fornecimento da safra nova.

América do Sul e Câmbio: O início da contagem regressiva para o plantio

Com a aproximação de setembro, o mercado agrícola sul-americano prepara-se para uma virada de chave estratégica. Em diversas regiões produtoras do Brasil, o término do vazio sanitário autorizará o início das primeiras operações de semeadura da nova temporada. Aos poucos, as atenções globais começarão a migrar do Meio-Oeste americano para as previsões climáticas sobre a América do Sul.

No mercado financeiro, o dólar encerrou o último pregão em leve alta frente ao real, acompanhando a valorização da moeda americana perante as principais divisas mundiais, em um ambiente de constante monitoramento do noticiário geopolítico externo e do quadro eleitoral doméstico.

Resumo Executivo para o seu radar hoje:

  • Soja em Queda: CBOT segue em baixa com solo úmido nos EUA e projeção da Pro Farmer de 124,4 mi t de soja (acima do USDA).
  • Ajuste no Milho: Cereal opera levemente negativo em correção técnica após a forte alta da véspera.
  • Trigo Firme no Brasil: Cotações sobem com menor oferta no spot; compradores focam na safra nova.
  • Foco na Safra Sul-Americana: Fim do vazio sanitário em setembro coloca o clima e o planejamento de plantio no Brasil no centro das atenções.
  • Petróleo Desidrata: Brent cai mais de 3% para US$ 87,68; Irã promete resistir a sanções, mas cita busca de negociações por Washington.
  • Dólar Atento: Câmbio encerrou em leve alta, refletindo força global da moeda e cenário político-eleitoral.

Com a safra dos EUA praticamente definida e o petróleo em retração, o foco migra para o planejamento de plantio e a compra de insumos no mercado interno. Seguiremos acompanhando as atualizações do clima e as paridades portuárias ao longo do dia no Agronews.

Foto de Vicente Delgado

Sobre o autor

Vicente Delgado

DRT 2364/MT
Editor-Chefe e Fundador24+ anos de experiência

Jornalista e fundador do Agronews, atua desde 2002 em produção audiovisual e cobertura do agronegócio brasileiro, com foco em commodities, política agrícola, pecuária e eventos do setor.

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Chicago milho soja

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