O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) se manifestou para esclarecer pontos controversos emitidos no parecer da Pastoral da Terra referente ao uso de agrotóxicos no Maranhão, e reforçou a importância de critérios técnicos na análise dos dados apresentados.
A aviação agrícola desempenha um papel essencial no desenvolvimento do agronegócio brasileiro, contribuindo para a eficiência e sustentabilidade das lavouras. No entanto, debates recentes têm colocado o setor sob os holofotes, especialmente em relação a questões ambientais e de segurança no campo. Um relatório divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) trouxe à tona preocupações sobre o aumento de violência rural e impactos relacionados ao uso de agrotóxicos, mencionando especificamente o Maranhão como epicentro dessas ocorrências.
A seguir, confira a nota oficial emitida pela entidade.
Nota Oficial – sobre relatório da Pastoral da Terra
O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) vem a público lamentar o apontamento do aumento de ocorrências de violência no campo brasileiro, segundo relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado nesta quarta-feira, 23 de abril. Ao mesmo tempo, a entidade chama a atenção para a necessidade de critério ao se avaliar o documento no que tange aos casos de contaminação por agrotóxicos no Estado do Maranhão – que, segundo a CPT, teve 228 dos 276 dos apontamento no País, sendo o Estado praticamente o responsável pelo crescimento de 762% do incremento do índice em relação a 2023. Ainda mais pela menção no relatório – sem apresentar dados que sustentem a relação causa/consequência – de que “comunidades tradicionais estão enfrentando graves consequências em decorrência da pulverização aérea de agrotóxicos”.
É claro que todas as informações relatadas no relatório da Pastoral da Terra demonstram situações que pedem uma atuação firme e ampla das autoridades para apurar a fundo os relatos de violência. Isso para se punir os excessos e coibir sua repetição – em última instância, justiça social.
Porém, é imperativo que se tenha em mente o perigo da generalização. Em nome de se evitar que o próprio debate sobre a segurança no campo perca força para o preconceito contra o setor produtivo.
O que, neste caso, geraria insegurança para a imensa maioria de produtores e profissionais que trabalham dentro das melhores práticas ambientais e legais. O que, mais do que isso, também tiraria o foco de sobre quem realmente não cumpre a lei. Em última instância (especialmente no caso das práticas agrícolas), provocaria efeito contrário ao da segurança das pessoas e do meio ambiente – porquanto se estaria apenas relativizando a solução dos problemas.
A própria CPT tem erroneamente defendido a bandeira de se proibir a pulverização aérea no Maranhão, inclusive citando o exemplo do Ceará – onde a ferramenta chegou a ser banida em 2009. Todavia, naquele mesmo Estado não só os índices de pessoas contaminadas por agrotóxicos não diminuíram (na verdade, aumentaram) com a saída da aviação, como no ano passado a Assembleia Legislativa cearense acabou aprovando a lei que permitiu o uso de drones agrícolas nas lavouras cearenses. Justamente por ter ficado claro a necessidade da tecnologia para a produtividade e segurança no campo. Lei que foi sancionada pelo governador Elmano de Freitas (PT), que, quando deputado estadual, havia sido um dos autores da proibição em 2009.




