Fazenda em MT avaliada em mais de R$ 200 milhões está sendo vendida pela metade do preço. Especialista do setor imobiliário revela janela de ouro para comprar terra barata em regiões altamente produtivas.
“Enquanto o mercado trava, nosso portfólio abre. Temos fazendas de alta produtividade em MT com valor de entrada até 50% abaixo do teto produtivo.“, comenta Bruno Couto.
A terra sempre teve esse magnetismo, né? Não é só o chão que a gente pisa, é o símbolo de onde vem o sustento e onde o patrimônio se solidifica de verdade. Mas tem horas na história que o jogo vira. Se você puxar pela memória, vai lembrar de ciclos onde investir no campo deixou de ser apenas segurança para virar uma alavanca bruta de riqueza. Pois é, meu amigo, estamos exatamente em um desses momentos agora em 2026.

Quem conhece o trecho sabe que o Mato Grosso é a joia da coroa, mas até a joia tem seus dias de preço ajustado. Entre o cansaço de quem quer sair e a visão de quem quer entrar, abriu-se uma brecha para comprar terra com desconto que a gente não via há décadas.
O capital inteligente está saindo do banco e indo para o barro
Não dá para olhar só para planilha fria de corretora. Tem que ouvir quem entende de “porteira para dentro“. O corretor especialista em imóveis rurais, Bruno Couto, é direto no recado e não faz rodeio: para ele, “2026 é o ano que vai separar quem prospera de quem vai ficar só olhando o vizinho crescer.“

A lógica é clara: com a Selic sinalizando queda, aquele dinheiro que estava rendendo juros sentado na sombra começa a minguar. “O dinheiro aplicado começa a render menos. E quando o juro cai, o que acontece? O capital se movimenta, né? E para onde ele vai? Para o ativo real, para a terra“, afirma Bruno. Ele destaca que o mercado imobiliário rural está “cansado“, e é justamente nessa exaustão que mora a oportunidade de ouro.
O drama da sucessão e a fazenda “sem dono”
E não é somente guerra ou preço baixo das cotações, um dos motivos que explicam essa liquidação silenciosa de áreas nobres é o fator humano. Tem muito produtor que já deu o que tinha que dar, está maduro e esbarra na falta de sucessor. Os filhos foram para a cidade, a mão de obra está difícil e o desânimo bateu na porta.
“Tem muitos sem sucessor, fazendas mudando de mão por falta também de funcionário desanimado. E quando o mercado fica cansado, surge a melhor janela de compra. É no fundo do ciclo que se constrói o patrimônio“, reforça Bruno.
Área boa, produtiva e com preço no chão não aparece quando o mercado está em euforia. Aparece agora, quando o vendedor precisa “reorganizar o caixa” e o comprador tem o fôlego que falta ao vizinho.
Duas safras, logística e o “pulo do gato” nas áreas degradadas
Se o Brasil é o celeiro do mundo, o Mato Grosso é o motor. O empresário e produtor Jorge Pires de Miranda ressalta que o estado permite o que poucos lugares no mundo conseguem: até três safras no mesmo ciclo, entre soja, milho/algodão e capim. Mas ele aponta que o “pulo do gato” hoje está nas áreas de pecuária que ficaram para trás.






