A aplicação das geotecnologias no estudo e preservação do bioma pantaneiro ainda é um desafio para os pesquisadores e instituições do País.
Durante a abertura do 6º Simpósio de Geotecnologias no Pantanal – 6º GeoPantanal, ocorrida neste domingo (23), o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) João dos Santos Vila da Silva apresentou uma retrospectiva dos dez anos de realização do simpósio.
Nesse período, foram realizadas uma série de cursos, palestras e exposições de trabalhos técnicos com o objetivo de divulgar resultados de pesquisa e incentivar a integração e o trabalho conjunto entre as universidades, estudantes e profissionais que atuam na região. Para os organizadores do simpósio, essas parcerias são fundamentais para superar dificuldades tanto de pessoal capacitado quando de recursos financeiros para a realização das pesquisas.
Para o secretário-executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), André Torres Baby, presente ao evento, é importante valorizar o trabalho das instituições na organização do GeoPantanal, especialmente nesse momento difícil por que passa o País. As geotecnologias são instrumentos que subsidiam políticas públicas e é fundamental que essas informações sejam repassadas aos órgãos de governo para que se façam políticas mais uniformes que ajudem a preservar o bioma, fazer uma boa gestão ambiental e beneficiar o cidadão, explicou o secretário.
Difundir esse conhecimento é primordial para a gestão e a tomada de decisão, de acordo com o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Unemat, Rodrigo Bruno Zanin. Ele também reforçou a importância de discutir geotecnologias no estado de Mato Grosso. O professor Aguinaldo Silva, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), destacou os bons resultados gerados pelo simpósio na disseminação das geotecnologias para a região, possibilitando estreitar parcerias com instituições locais dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O vice-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Aparecido Soares da Silva, falou da relevância dos trabalhos de pesquisadores, estudantes e profissionais que atuam nas regiões de áreas úmidas e nas bacias do Pantanal e da Amazônia. “Se nós não começarmos a discutir tecnologias, questões ambientais, sustentabilidade, tanto para o geoprocessamento quanto para a sociedade que vive nessas comunidades, quem poderá fazer?”, questionou.



