Evento exclusivo para comunicadores do agro promovido pela Bunge e ORÍGEO, apresenta panorama da agricultura regenerativa no Brasil.

Nós, do Agronews, tivemos o privilégio de participar mais uma vez do “Road-Show para Comunicadores do Agro“, uma iniciatva da Texto Comunicação, que organizou um evento exclusivo promovido pela ORÍGEO e Bunge, na última segunda-feira(10) em São Paulo. Essa imersão no universo da agricultura regenerativa, conduzida por líderes e especialistas do setor, nos permitiu testemunhar um avanço significativo rumo a um futuro mais sustentável para o agronegócio brasileiro, com o produtor rural no centro dessa transformação.

Desde o primeiro contato, a atmosfera do evento foi de otimismo e colaboração. O principal objetivo deste encontro foi o pré-lançamento de uma websérie inovadora sobre agricultura regenerativa, um tema que ressoa cada vez mais forte no cenário global. (Teaser no final deste artigo)

Roberto Marcon Ceo Origeo 1

A proposta da ORÍGEO, uma joint venture entre a Bunge e a UPL, é clara: oferecer um conjunto completo de soluções sustentáveis e técnicas de gestão “antes e depois da porteira” para grandes agricultores. Fundada em 2022, a empresa se apresenta como uma força motriz na agricultura do futuro, buscando gerar prosperidade e sustentabilidade para produtores, meio ambiente e sociedade.

Roberto Marcon, CEO da ORÍGEO, em entrevista ao Agronews disse que a empresa surgiu da “união de propósitos entre Bunge e UPL, com uma proposta inovadora e exclusiva: oferecer ao produtor uma solução completa para enfrentar os desafios da safra, que envolve mais de 2 mil decisões. Desde antes da escolha da semente até a comercialização, auxiliamos em cada etapa, fornecendo insumos, serviços e suporte para otimizar todo o processo produtivo“. Essa visão holística reconhece a complexidade da atividade agrícola e a necessidade de um apoio integral ao produtor.

O avanço da Agricultura Regenerativa no Brasil

Agricultura Regenerativa Bunge E Upl 2 1

A crescente preocupação com a produção sustentável e a necessidade urgente de descarbonização impulsionam a agricultura regenerativa como um caminho promissor. Ana Letícia Aguiar, especialista em sustentabilidade da Bunge, destacou que a empresa acredita que “a agricultura do futuro é agricultura de baixo carbono”. Esse é o cerne do Programa de Agricultura Regenerativa da Bunge, que busca conectar a demanda do mercado por produtos sustentáveis com as práticas inovadoras já adotadas por muitos produtores.

A gente tem trabalhado para atingir as metas e a gente tem visto várias empresas também com metas de redução de emissões, buscando também cumprir esses compromissos. O programa de agricultura regenerativa apoia as empresas a atingir suas próprias metas. Para isso, nós temos trabalhado com um ecossistema de parceiros, que é muito importante para fomentar esse programa no campo. A Orígeo, por exemplo, é uma das nossas grandes aliadas, que tem trabalhado dentro da fazenda, apoiando ali dentro do dia a dia do produtor rural.“, explica Ana Letícia.

O protagonismo essencial do produtor rural

Em cada fala, em cada informação apresentada, fica evidente o reconhecimento do papel central do produtor rural nessa jornada de transformação. Igor Ferrari Borges, responsável pela área de sustentabilidade da ORÍGEO, enfatizou que “o produtor brasileiro já está bem adaptado. Ele já está desenvolvendo muito do que a gente chama práticas de agricultura regenerativa.” . O que muitas vezes falta, segundo ele, é o “entendimento. A transparência, a comunicação disso” para outros elos da cadeia e para os consumidores, avalia Igor.

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A ORÍGEO atua diretamente no campo, com equipes técnicas qualificadas, buscando entender as particularidades de cada produtor e auxiliá-lo na implementação e otimização de práticas sustentáveis. O programa oferece desde o diagnóstico da fazenda até o acesso a ferramentas digitais de precisão, em parceria com a XFARM, e assistência técnica personalizada. Como ressaltou Igor, o propósito é “ter a fazenda como escritório, para viver os desafios dos clientes como se fossem seus. Então a gente tem condição de fazer um diagnóstico, entender melhor ali como que aquele tá atuando, o que que ele tá fazendo, o que é positivo, e onde que a gente pode complementar.”, diz Igor.

A aceitação por parte dos produtores tem sido positiva, especialmente entre os grandes produtores do Cerrado, foco inicial da ORÍGEO. Borges observou que, no projeto piloto, “100% dos produtores […] executavam plantio direto”, demonstrando um ponto de partida já avançado em termos de práticas conservacionistas. O desafio reside em adaptar e aprimorar essas práticas, além de quantificar e comunicar seus impactos positivos.