Em 10 dias de vigência do vazio sanitário do feijão, sete produtores rurais do Distrito Federal já foram notificados por desrespeitarem o período de quarentena
Até 20 de outubro, o território não pode ter plantas vivas da cultura, como forma de romper com o ciclo de vida do vírus causador do mosaico-dourado, o Bean gold mosaic virus (BGMV). A doença provoca amarelecimento e deformação das folhas e danos aos grãos e é transmitida por meio da mosca-branca.
Equipes da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural intensificaram a fiscalização das unidades produtoras em todo o DF. Os técnicos percorrerão cerca de 3 mil hectares, em 40 propriedades.
Uma das alegações dos produtores rurais para a manutenção de pés de feijão seria o frio mais intenso neste ano. Segundo eles, as temperaturas mais baixas teriam prolongado o ciclo de desenvolvimento da espécie.
Esse argumento, no entanto, não é suficiente para evitar a notificação e a obrigatoriedade de destruição das plantas vivas, de acordo com a fiscal agropecuária da pasta da Agricultura, Carina Ichida.
“Vamos analisar os dados climatológicos oficiais para verificar se houve um frio fora do esperado. Se tiver ocorrido, isso será considerado no recurso”, conta.
A fiscal reforça, no entanto, que o cumprimento da medida é obrigatório e foi amplamente divulgado entre os agricultores. Isso porque a escolha da variedade do grão deve considerar também o período do vazio sanitário.



