Os preços do trigo continuam sua trajetória ascendente no mercado brasileiro, impulsionados pela escassez de oferta no mercado interno. A retração dos vendedores tem limitado a disponibilidade do cereal, o que fortalece as cotações e mantém os compradores em alerta. Diante desse cenário, a indústria moageira e demais agentes da cadeia produtiva buscam alternativas para suprir a demanda, ampliando as importações.
Mercado Financeiro
O comportamento retraído dos vendedores segue como principal fator de sustentação dos preços do trigo no Brasil. Produtores e comerciantes optam por segurar os estoques na expectativa de cotações ainda mais vantajosas, o que reduz a liquidez no mercado e dificulta as negociações para os compradores que buscam lotes de alta qualidade. Com a escassez de produto disponível internamente, as cotações continuam a apresentar ganhos consecutivos.
Diante das dificuldades em adquirir volumes suficientes de trigo de boa qualidade no mercado interno, a demanda por importação segue firme. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, em fevereiro, o Brasil importou 582,2 mil toneladas do cereal. Apesar de representar uma queda de 18,8% em relação a janeiro de 2025, o volume ainda é 10% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Nos últimos 12 meses, as aquisições externas totalizaram 6,8 milhões de toneladas, o maior volume acumulado para um intervalo de um ano desde junho de 2019. Esse movimento reforça a dependência brasileira do trigo importado para atender à demanda da indústria e garantir o abastecimento do mercado interno.




