Cada vez mais a informação sobre materiais genéticos armazenados em bancos das instituições de pesquisa estão detalhadas e precisas, seja com relação à classificação taxonômica ou aquelas relacionadas à localização de origem ou ainda de outros atributos.
E o que é melhor: tais dados podem ser compartilhados entre organizações nacionais e internacionais. Hoje, em sua sala no Uruguai, um pesquisador pode “viajar” nas coleções de arroz do Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Arroz e Feijão, fazendo um passeio virtual em todos os pontos onde um determinado acesso dessa cultura existe no Brasil, se valendo da riqueza do Portal Alelo (sistema que permite o armazenamento de dados de materiais de origens animal, microbiano e vegetal, alimentado por curadores e equipes de maneira descentralizada).
Estas facilidades agora chegam a mais uma instituição. Com intuito de facilitar o intercâmbio de acervo de dados e informações gerados com as atividades em recursos genéticos de microrganismos e de plantas, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia acaba de firmar o termo de adesão e confiabilidade com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro/RJ). Com isso, ambas as partes se comprometem a intercambiar informações confidenciais e não confidenciais inseridas, baixadas e compartilhadas no Portal Alelo.
A parceria com a Pesagro-RJ não é a primeira, pois outras instituições nacionais já trabalham com a Unidade e utilizam o Portal Alelo. Equipes de curadores do Instituto Nacional de Investigação Agropecuária (INIA-Uruguai) e o Instituto Paraguaio de Tecnologia Agrária (IPTA-Paraguai) também firmaram o termo de adesão e confiabilidade que, na prática, permite uma série de atividades e responsabilidades por parte dos curadores. Mas para atuarem juntos com as equipes da Embrapa os curadores das organizações parceiras participam de um treinamento nos módulos de referência do Alelo: passaporte, observação, conservação e estudos para validação de dados do acervo existente no sistema.
