Com alta no insumos para confinamento, produtor deve calcular até que ponto é economicamente viável aumentar o peso das carcaças.
Cada vez mais, o confinamento mostra-se uma estratégia indispensável para tornar a pecuária mais rentável. Em todas as formas de praticar a atividade, seja como negócio ou quando avaliada como estratégia dentro da fazenda, um dos pontos determinantes para maior ou menor lucratividade da operação é o ponto ideal de abate.
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O importante é sabermos que nos dias atuais temos tecnologias que nos permitem abater animais mais pesados que a média observada no país, que segundo o IBGE é em torno de 18 arrobas.
A questão é: até quanto é viável economicamente para o produtor aumentar o peso das carcaças produzidas?
No cenário atual, onde o custo com alimentação tem grande impacto no custo de produção, o sucesso da operação está na busca do equilíbrio entre eficiência biológica e eficiência econômica.
Analisando do ponto de vista técnico, animais mais pesados tendem a ter maior exigência e menor eficiência. Quanto maior o peso corporal, maior a exigência de energia para mantença. Isso significa que o animal mais pesado precisa comer maior quantidade de energia para manter suas atividades vitais.
Eficiência na conversão
Além da maior exigência de mantença, já é sabido que animais, após atingirem o máximo de deposição, apresentam menor eficiência, o que implica em maior custo. Ou seja, animais abatidos mais pesados propiciam carcaças mais pesadas, porém com menor eficiência de ganho (Pazdiora et al., 2013).

Apesar de a melhor eficiência biológica ser obtida com animais abatido mais leves (16,6 arrobas), a melhor lucratividade foi observada nos animais abatidos com peso de 20,6 arrobas.




