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A Biomovement Ambiental é correspondente do Banco do Brasil em processos de acesso ao crédito rural, via Plataforma Broto, que nasceu para ajudar os produtores rurais a expandirem os seus negócios através do Plano Safra

No dia 29 de junho, o governo federal lançou o Plano Safra 2022/2023, disponibilizando R$ 340,88 bilhões em apoio à produção agropecuária nacional até junho próximo. Este valor reflete um aumento de 36% em relação ao ano anterior. Desse montante, R$ 246,28 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização e 94,6 bilhões para investimentos.

Os recursos com juros controlados somam R$ 195,7 bilhões (alta de 18%) e com juros livres, R$ 145,18 bilhões (alta de 69%). O montante de recursos equalizados – a parte que não é cobrada do tomador – cresceu 31%, chegando a R$ 115,8 bilhões na próxima safra.

O Plano Safra 2022/2023 também aumentou de 50% para 70% a possibilidade de uso dos recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), título de renda fixa emitido por bancos para financiar atividades agropecuárias. A expectativa é que a medida gere maior participação do mercado de finanças privadas do agro, com expansão de títulos como a CPR, CDCA, CRA, além da LCA.

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Pequenos e médios produtores

Os recursos para os pequenos produtores rurais tiveram um acréscimo de 36%. Serão destinados R$ 53,61 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 5% ao ano (para produção de alimentos e produtos da sociobiodiversidade) e 6% ao ano (para os demais produtos).

Para o médio produtor, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), foram disponibilizados R$ 43,75 bilhões, um aumento de 28% em relação à safra passada, com juros de 8% ao ano.

Para os demais produtores e cooperativas, o total disponibilizado chega a R$ 243,4 bilhões, com taxas de juros de 12% ao ano. Os produtores rurais também podem optar pela contratação de financiamento de investimento a taxas de juros pós-fixadas.

Sustentabilidade

O Programa ABC, que financia a recuperação de áreas e de pastagens degradadas, a implantação de sistemas de integração lavoura-pecuária-florestas e a adoção de práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais, contará com R$ 6,19 bilhões, com taxas de juros de 7% ao ano para ações de recomposição de reserva legal e áreas de proteção permanente e de 8,5% para as demais.

Foi criado o Programa ABC+Bioeconomia, para investimentos em sistemas de exploração extrativista não madeira e produtos da sociobiodiversidade e sustentáveis. E também é destinado R$ 1,95 bilhão para o Programa Proirriga.

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