Clima, demanda menor global e China coroaram um segundo semestre complicado para as cadeias produtivas
Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®
A previsão de queda do ‘PIB agropecuário’, em 1,2%, vista pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para 2021, não deve ser encarada como surpresa.
Também não deve ser vista como um problema criado pelo setor, como uma disruptura em suas bases competitivas.
Para completar, não é o fim do mundo.
Dito isto, vamos à análise.
O tombo está dentro do padrão de recuo das cadeias setoriais agregadas visto no 3º trimestre pelo IBGE e que ajudou a amortecer a riqueza somada do Brasil, o PIB geral, em menos 0,1%.
O arrasto para 4º trimestre do ano, era esperado, consubstanciando, portanto, que o segundo semestre foi o mais impactante para o agronegócio.
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O que fez a grande diferença foram as condições climáticas, com secas e geadas, mais um arrefecimento da demanda internacional, e, para completar, a sápida da China das exportações de carne bovina desde início de setembro.
Daí, então, que o agro não perdeu por seus ‘erros’, veio do céu e de fora. Sim, teve uma ajudinha da economia brasileira – dólar mais alto, inflação e baixa renda -, mas, mais uma vez, não foi problema do agro.
O milho de segunda safra teve uma quebra importante, tanto como o café, culturas que impactam mais o cenário econômico a partir de julho.
O grão da bebida até que teve preços de exportações muito valorizados, mas os volumes embarcados foram menores, inclusive por problemas logísticos que perduram.
O cereal, porém, vem obtendo baixos resultados externos, tanto em demanda quanto em cotações. De fevereiro a novembro o Brasil exportou 14,7 milhões de toneladas, contra 28 milhões/t do mesmo período de 2020




