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Soja: Guerra EUA-China impulsiona vendas de MT

Publicado: 17/01/2026
Soja: Guerra EUA-China impulsiona vendas de MT

A disputa comercial entre EUA e China beneficiou as exportações de soja de Mato Grosso, impulsionando a expansão da cultura e a economia agrícola do estado.

A China brigou, o bolso do mato-grossense engordou: como a guerra comercial turbinou a soja

Se a gente fosse desenhar um gráfico da soja em Mato Grosso nos últimos anos, ia parecer a curva de um boi engordando no cocho. E não foi só o clima bom que fez isso, não. Teve uma ajudinha, digamos, “externa”. Uma briga feia entre os Estados Unidos e a China que abriu uma porta que a gente não esperava.

Pra entender a história, esquece um pouco a poeira da lavoura e pensa em geopolítica. Parece coisa de gente de terno e gravata, mas afeta diretamente o preço da saca. Os Estados Unidos e a China começaram uma guerra de tarifas, sabe? Cada um taxando a mercadoria do outro. E adivinha quem sentiu o baque na soja?

Os americanos, claro. A China, que é um dos maiores compradores de soja do mundo, começou a procurar outras fontes. E aí, meu amigo, o Brasil entrou em cena. Mais precisamente, o Mato Grosso. Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja-MT, não tem dúvida: “Se não fosse essa disputa entre Estados Unidos e China, o Brasil teria dificilmente avançado tanto em tão pouco tempo.” É a verdade, nua e crua.

Fim da Moratória da Soja destrava comercialização em Mato Grosso

Em 2019, a gente já plantava soja em 9,6 milhões de hectares aqui no estado. Hoje, essa área pulou para quase 13 milhões de hectares. Pra você ter uma ideia, essa expansão toda aconteceu, em boa parte, em terras que antes eram usadas pra criar gado. O pecuarista viu a conta da soja mais interessante e resolveu mudar o jogo. E quem pode julgá-lo?

Mas não foi só a briga dos outros que fez a diferença. A gente também fez a nossa parte. A melhoria da logística, principalmente com a ligação para o Porto de Miritituba, foi fundamental. Antes, escoar a soja era um sufoco, um custo danado. Agora, ficou mais fácil, mais rápido e mais barato. Aí, a nossa soja chega na China com mais competitividade.

A Conab, que é o “braço direito” do governo pra acompanhar a produção, confirma o crescimento. O Mapa, então, acompanha de perto cada embarque, cada contrato. E o Cepea, lá em Piracicaba, não deixa ninguém esquecer que o preço da soja tem tudo a ver com o que acontece lá fora. A B3, a bolsa de valores, registra cada oscilação, cada aposta dos investidores.

E o IBGE, que conta tudo, mostra que a área plantada de soja em Mato Grosso não para de crescer. São números que não mentem. E que mostram que a gente aproveitou a oportunidade que surgiu. Não foi sorte, foi competência e, claro, um pouco de “ajeitadinho” no cenário internacional.

Só que a gente tem que estar ligado. Essa história de guerra comercial é imprevisível. Hoje a China briga com os Estados Unidos, amanhã pode brigar com a gente. E aí, o que a gente faz? A resposta é simples: continuar investindo em tecnologia, em logística, em infraestrutura. Continuar produzindo soja de qualidade, com eficiência e sustentabilidade.

Porque, no fim das contas, a gente sabe que o mercado é dinâmico. Que as coisas mudam num piscar de olhos. E que a única maneira de garantir o futuro da nossa soja é estar preparado para qualquer eventualidade. É como o velho ditado: “Deus ajuda quem cedo madruga… e quem tem um bom plano de negócios.”

Ainda tem a questão do câmbio, que também influencia no preço final da soja. Um real valorizado pode diminuir a nossa competitividade. Por isso, é importante acompanhar as notícias, as análises dos especialistas e tomar decisões estratégicas. Não adianta chorar o leite derramado, tem que arregaçar as mangas e trabalhar.

E a tendência é que a soja continue sendo um dos principais motores da economia de Mato Grosso. Com a demanda global crescendo, com a China cada vez mais dependente da nossa produção, a gente tem tudo pra continuar colhendo bons frutos. Mas, repito: não podemos nos acomodar. A briga lá fora pode mudar de lado a qualquer momento.

O importante é que o produtor mato-grossense mostrou que sabe aproveitar as oportunidades. Que é resiliente, que é empreendedor e que está sempre pronto pra enfrentar novos desafios. E que, no fim das contas, é quem faz a roda da economia girar.

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China EUA soja

Escrito por

Redação

Especialista em notícias e análises do mercado agropecuário.