Soja (MT)R$ 139,41-0.20%
Milho (MT)R$ 47,90-1.16%
Algodão (MT)R$ 132,31+0.67%
Boi Gordo (MT)R$ 334,01+0.60%
Leite (MT)R$ 2,39-0.30%
Soja (MT)R$ 139,41-0.20%
Milho (MT)R$ 47,90-1.16%
Algodão (MT)R$ 132,31+0.67%
Boi Gordo (MT)R$ 334,01+0.60%
Leite (MT)R$ 2,39-0.30%
Soja (MT)R$ 139,41-0.20%
Milho (MT)R$ 47,90-1.16%
Algodão (MT)R$ 132,31+0.67%
Boi Gordo (MT)R$ 334,01+0.60%
Leite (MT)R$ 2,39-0.30%

Petróleo retoma US$ 102, Milho rompe US$ 5,00 e Dólar a R$ 4,98 trava o balcão de MT

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Como apuramos e corrigimos
milho mercado financeiro Cepea B3

A quarta-feira (07) chega exigindo gestão milimétrica nas planilhas das fazendas. Nas telas internacionais, o pregão amanhece dividido: a Bolsa de Chicago (CBOT) faz uma pausa e opera levemente no vermelho para a soja após a recuperação da véspera, enquanto o milho consegue retomar patamares importantes. O grande choque da manhã, contudo, volta a vir da energia, com o petróleo Brent superando os US$ 102 e reacendendo o alerta de custos globais.

No interior de Mato Grosso, o mercado físico segue com poucas alterações nominais. A trava para os preços da saca tem nome e sobrenome: a consolidação do dólar abaixo dos R$ 5,00. O otimismo do mercado financeiro com o cenário eleitoral doméstico engessou a moeda norte-americana, exigindo do produtor uma tática cirúrgica de comercialização.

Abaixo, os balizadores que comandam esta quarta-feira direto da nossa redação em Cuiabá.

O front macro: Conflitos no Oriente Médio devolvem o Brent aos US$ 102

No mercado de energia, a volatilidade volta a dar as cartas e anula o alívio técnico do início da semana. O barril de petróleo tipo Brent registra alta de 1,51% nesta manhã, cotado a US$ 102,11 por volta das 9h30 (horário de MT).

A sustentação dessa alta repousa exclusivamente sobre a geopolítica. A ausência de resoluções diplomáticas no Oriente Médio mantém o risco de abastecimento ligado no limite. Para a cadeia do agronegócio, o retorno rápido do barril para o patamar acima dos três dígitos pressiona a logística global, encarecendo a importação de fertilizantes e anulando a possibilidade de quedas mais expressivas no óleo diesel doméstico durante a nossa safra.

Complexo Soja: Pausa técnica e resistência climática nos EUA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a oleaginosa trabalha com viés levemente negativo nesta manhã. O movimento é interpretado pelas mesas de análise como uma acomodação natural após o mercado ter recuperado parte expressiva das perdas da semana passada na sessão de ontem.

O fator agronômico nos EUA está no radar: os últimos relatórios confirmaram o atraso no ritmo da colheita americana devido ao excesso de chuvas nas últimas três semanas. Contudo, os relatos e imagens das lavouras mostram que, por ora, a umidade não foi suficiente para causar danos generalizados ou quebras severas que justifiquem a continuidade de um rali altista nesta quarta-feira.

Apesar da leve queda intradiária, a soja sustenta seus níveis de resistência:

  • Soja Novembro/26 (disponível EUA): Mantém-se resiliente e operando acima de US$ 13,00 por bushel.
  • Soja Março/27 (safra brasileira): Segue na tentativa de buscar e consolidar a marca de US$ 13,30 por bushel.

Sem o fator climático ditando desespero nos EUA, os traders aguardam o anúncio de novas demandas e vendas de exportação para balizar os próximos movimentos da oleaginosa.

Milho e Trigo: Milho 26 reconquista os US$ 5,00

A grande novidade positiva entre os grãos vem do milho. Acompanhando o tom misto da CBOT, o contrato Milho 26 volta a trabalhar acima da barreira de US$ 5,00 por bushel, recuperando um patamar psicológico essencial após a forte desidratação das semanas anteriores. O complexo cerealífero segue monitorando a capacidade das máquinas entrarem no Corn Belt e o volume dos embarques internacionais.

Mercado Financeiro: Confiança eleitoral trava o dólar a R$ 4,98

No ambiente cambial doméstico, a moeda norte-americana opera com uma elevação mínima nesta manhã, trabalhando levemente positiva a R$ 4,98 às 9h30 (MT).

Apesar dessa oscilação pontual, o dólar permanece ancorado em patamares baixíssimos para o padrão do ano. A força do real continua sendo alimentada pela expressiva confiança do mercado financeiro e dos analistas institucionais em uma provável vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Esse otimismo estrutural garante um fluxo de capital que impede qualquer tentativa de recuperação forte da moeda americana no curto prazo.

América do Sul: Câmbio amarra as cotações em reais

No Brasil, o produtor de Mato Grosso encontra um mercado físico engessado. Com Chicago sem grandes variações no dia de hoje, a dinâmica da formação de preços esbarra no câmbio: o dólar a R$ 4,98 esmaga a conversão da saca, deixando as cotações em reais muito pressionadas.

Sem prêmios agressivos nos portos para compensar o derretimento cambial, a comercialização física trava. O momento é de extrema atenção para identificar picos de oportunidade intradiários e focar na execução da semeadura, que segue condicionada às janelas de chuva.

Resumo Executivo para o seu radar hoje:

  • Acomodação em Chicago: Soja recua levemente após a alta da véspera, mas o milho 26 rompe novamente a marca de US$ 5,00 por bushel.
  • Colheita nos EUA: Chuvas das últimas 3 semanas atrasam as máquinas, mas mercado entende que não há danos graves suficientes para sustentar um novo rali altista; foco agora é na demanda.
  • Suportes Mantidos: Contrato Nov/26 segue acima de US$ 13,00 e o Março/27 namora os US$ 13,30.
  • Petróleo Inflamado: Brent salta 1,51% (para US$ 102,11) com o persistente cenário de tensões sem solução no Oriente Médio.
  • Dólar Engessado: Câmbio abre com leve alta a R$ 4,98, mas segue estruturalmente fraco diante do forte otimismo do mercado financeiro com o segundo turno.
  • Balcão Pressionado: Preços físicos no Brasil não reagem, puxados para baixo pela baixa paridade cambial.

A mensagem desta quarta-feira é de pragmatismo. Com a soja segurando a linha dos US$ 13 em Chicago mas sendo “engolida” pelo dólar a R$ 4,98 no Brasil, o foco da fazenda deve se voltar à ponta dos custos. Utilize essa moeda barata de imediato para travar qualquer resquício de pacote de insumos e peças de reposição antes que o repasse do petróleo a US$ 102 chegue ao frete rodoviário e ao óleo diesel. Seguimos acompanhando os desdobramentos direto do nosso terminal no Agronews.

Por Luiz Cunha – Consultor de mercado físico de grãos e fertilizantes

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Foto de Vicente Delgado

Sobre o autor

Vicente Delgado

DRT 2364/MT
Editor-Chefe e Fundador24+ anos de experiência

Jornalista e fundador do Agronews, atua desde 2002 em produção audiovisual e cobertura do agronegócio brasileiro, com foco em commodities, política agrícola, pecuária e eventos do setor.

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