Soja (MT)R$ 140,15-0.32%
Milho (MT)R$ 48,76-1.04%
Algodão (MT)R$ 131,45+0.92%
Boi Gordo (MT)R$ 331,02+0.27%
Leite (MT)R$ 2,40+5.83%
Soja (MT)R$ 140,15-0.32%
Milho (MT)R$ 48,76-1.04%
Algodão (MT)R$ 131,45+0.92%
Boi Gordo (MT)R$ 331,02+0.27%
Leite (MT)R$ 2,40+5.83%
Soja (MT)R$ 140,15-0.32%
Milho (MT)R$ 48,76-1.04%
Algodão (MT)R$ 131,45+0.92%
Boi Gordo (MT)R$ 331,02+0.27%
Leite (MT)R$ 2,40+5.83%

Previsão do tempo: Chuvas podem comprometer o plantio de verão e colheita de inverno, confira!

Previsão do tempo mostra campo seco com milho safrinha e nuvens de chuva no horizonte

Umidade excessiva limita as operações agrícolas e aumenta o risco de perdas, veja mais informações sobre a previsão do tempo a seguir

Os produtores rurais do Paraná devem ficar atentos aos altos volumes de chuva previstos nos primeiros 10 dias de outubro, com pico de intensidade entre os dias 4 e 6. Na maior parte das regiões agrícolas do estado, os acumulados devem variar entre 70 mm e 150 mm. As situações mais severas são esperadas em grande parte do estado, onde a precipitação pode superar os 150 mm, principalmente nas porções oeste e sul. Além dos elevados volumes de chuva, a previsão indica excedente hídrico no solo em grande parte das regiões agrícolas do estado, com valores acima de 50 mm. Esse cenário sugere que a água disponível poderá superar a capacidade de armazenamento do solo, favorecendo condições de saturação e encharcamento, principalmente em áreas com drenagem mais deficiente.

Esse elevado volume de chuva previsto coincide com um momento estratégico do calendário agrícola: o fim do vazio sanitário e o início do plantio da safra de verão 2026/2027 (soja e milho). De acordo com dados atualizados do Departamento de Economia Rural (DERAL/PR), aproximadamente 28% da área destinada à soja já foi semeada, com maior avanço na região oeste do estado, especialmente em Cascavel e Toledo. O encharcamento do solo tende a paralisar o tráfego de máquinas, atrasando a dessecação e a semeadura. Em áreas recém-semeadas, há risco de enxurradas, lavagem de sementes e soterramento, o que pode levar à perda de estande.

A situação é ainda mais crítica para os produtores que ainda possuem lavouras de inverno, como trigo e cevada, em campo. Em algumas áreas, as culturas encontram-se na fase final de enchimento de grãos ou já no início da colheita, como ocorre em regiões de Guarapuava e Ponta Grossa, aumentando a vulnerabilidade das lavouras aos impactos do excesso de umidade. Neste contexto, as chuvas frequentes registradas na última semana já vinham deteriorando as condições das plantas, reduzindo a qualidade do produto e elevando as perdas. A continuidade das precipitações acende o alerta, pois a alta umidade não só favorece a germinação das sementes na espiga e a perda de qualidade de grãos. Além disso, períodos prolongados de alta umidade favorecem condições para o desenvolvimento e a disseminação de doenças fúngicas, como giberela e brusone, especialmente em lavouras ainda em fase suscetível.

Recomendações técnicas

Especialistas orientam suspender o tráfego de maquinário pesado em solos encharcados para evitar a compactação. Além disso, reforçam a necessidade de revisar curvas de nível, manter práticas conservacionistas para conter a erosão e monitorar sanidade vegetal nas áreas afetadas por doenças. Clique aqui e acompanhe a previsão do tempo.

previsão do tempo
Figura 1. Previsão de chuva acumulada entre os dias 02 e 09 de outubro (mm).

AGRONEWS É INFORMAÇÃO PARA QUEM PRODUZ

Foto de Dannì Galvão

Sobre o autor

Dannì Galvão

Cofundadora e Especialista em Mercado Financeiro11+ anos de experiência

Cofundadora do Agronews, empresária e especialista em mercado financeiro. Acompanha as movimentações do setor, desde cotações e tendências de mercado até análises técnicas e eventos do agronegócio.

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