Presidente da Aprosoja-MT faz alerta grave sobre a PEC 45 e os impactos para o agronegócio brasileiro
O debate sobre a reforma tributária no Brasil atinge um ponto crucial, com o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Fernando Cadore, emitindo um alerta contundente sobre os potenciais impactos negativos da proposta. Em sua fala, Cadore destaca a ausência de uma análise de impacto na reforma, o que, segundo ele, pode resultar em sérias consequências para o setor produtivo, especialmente para os pequenos produtores rurais.
“O que nós entendemos é que a reforma é necessária, porém na velocidade e da maneira que ela foi discutida, ela traz um grande risco de talvez acabar com a nossa agricultura, ou inviabilizar ou acabar com o pequeno produtor.“, diz Fernando Cadore – presidente da Aprosoja Mato Grosso.
Aperte o play no vídeo abaixo e confira o alerta feito pelo presidente da Aprosoja.
PEC 45 e os impactos para agro brasileiro
O debate em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tem ganhado contornos acalorados, com críticos apontando diversos aspectos preocupantes no texto aprovado. Esses críticos, incluindo representantes de Mato Grosso e estados da Amazônia Legal, ressaltam que a PEC, longe de simplificar, pode gerar complexidades prejudiciais para os cidadãos e a economia como um todo.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fórum Agro MT e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) estão profundamente preocupadas com a PEC 45. As três entidades emitiram uma nota em conjunto narrando os possíveis impactos para setor produtivo.

As entidades demonstram preocupação com o possível aumento da complexidade do sistema tributário, além da ausência de uma análise do risco regulatório poder prejudicar as classes menos favorecidas, em detrimento de um ajuste fiscal que poderia ser mais eficazmente alcançado através da implementação de medidas para melhorar a eficiência do gasto público.
Transferência de arrecadação para outros estados
Uma das críticas fundamentais à PEC 45 é sua proposta de transferir a arrecadação de Mato Grosso e de outros estados da Amazônia Legal para os grandes centros. Esse movimento, apontam os críticos, poderia comprometer a capacidade desses estados de oferecer serviços públicos eficientes no futuro. A descentralização é vista como essencial para atender às necessidades específicas dessas regiões. “Já não temos estradas, já não temos pontes, já não temos trens. Imagine com uma reforma que transfere recursos para estados mais populosos“, avalia Cadore.



