O aumento na oferta de bois no início da entressafra do capim, somado à fase de baixa do ciclo pecuário, resultou no pior maio da história

Os dias mais curtos e a menor luminosidade reduzem o vigor das pastagens e a capacidade de suporte das fazendas. Com isso, aumentou-se a disponibilidade de animais terminados no mercado e na linha de abate das indústrias, refletindo no alongamento da escala de abate em Mato Grosso, que fechou maio de 2023 com a média de 9,74 dias – maior resultado da série histórica do Imea para o período.

Esse cenário contribuiu com a pressão baixista sobre os preços e refletiu na maior queda mensal para o mês de maio na cotação do boi gordo, cuja retração foi de 7,17% ante a abril de 2023 e passou de R$
246,05/@ para R$ 228,41/@.

No mesmo período de 2021 (pico da fase de alta do ciclo pecuário), a escala de abate foi de 5,05 dias e o boi gordo era cotado a R$ 295,29/@. Essa conjuntura tende a se manter no curto prazo devido à maior oferta de bovinos no início da entressafra.

Na análise do mercado do boi, “Os valores de toda a cadeia pecuária nacional – bezerro (de 8 a 12 meses), boi gordo para abate e carne (carcaça casada) – recuaram com certa força ao longo do mês de maio. Este cenário está atrelado sobretudo à maior oferta de animais neste final de safra. A maior disponibilidade de gado em 2023 – especialmente de fêmeas –, por sua vez, é resultado de investimentos realizados pelo setor pecuário nos anos anteriores”.