Suinocultura em queda, preços do vivo e da carne recuam na 1ª quinzena de março, veja mais informações a seguir

Nos primeiros 15 dias de março, os preços do suíno vivo e da carne sofreram desvalorização, revertendo a trajetória de altas registradas em fevereiro. Após atingirem patamares recordes para o período, os valores recuaram sob influência da menor demanda e da redução na liquidez das vendas. Esse movimento reflete a cautela dos compradores, que passaram a limitar a aquisição de novos lotes diante de um mercado menos aquecido.

O enfraquecimento do consumo interno tem sido um fator determinante para a queda nos preços da suinocultura. Com a menor procura por carne suína nos principais canais de distribuição, frigoríficos e atacadistas reduziram o volume de compras, pressionando os valores pagos ao produtor. Esse comportamento do mercado interno contrasta com o desempenho das exportações, que seguem em ritmo acelerado.

Apesar da desvalorização no mercado interno, as exportações de carne suína brasileira continuam aquecidas e registraram volumes históricos para um mês de fevereiro. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor embarcou 113,1 mil toneladas de carne suína (considerando produtos in natura e processados) ao longo dos 20 dias úteis do mês. Esse volume representa um crescimento de 8,1% em relação a janeiro e uma alta expressiva de 16,8% na comparação com fevereiro do ano passado.

O bom desempenho nas exportações ajuda a mitigar parte das perdas registradas no mercado interno, garantindo escoamento para a produção e sustentando o faturamento de alguns frigoríficos voltados ao comércio exterior. A demanda internacional, impulsionada principalmente por mercados asiáticos, segue forte e contribui para manter o setor ativo, mesmo diante da retração no mercado interno.