Adversidades climáticas e atraso na colheita da soja impactam a semeadura do algodão, mas produção total em Mato Grosso segue com projeção histórica

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) atualizou suas projeções para a safra de algodão 2024/25 em Mato Grosso e trouxe números que refletem um misto de cautela e otimismo. Segundo o relatório divulgado em abril, a área destinada ao cultivo da fibra foi revisada para 1,51 milhão de hectares, representando uma queda de 1,18% em relação à estimativa anterior.

Este recuo está diretamente associado aos atrasos na colheita da soja, que acabaram impactando o plantio do algodão de 2ª safra fora da janela considerada ideal. Esse cenário tem preocupado os produtores, já que o timing da semeadura é fundamental para garantir o bom desenvolvimento da cultura e a preservação do potencial produtivo.

Ainda assim, vale destacar que, apesar do ajuste negativo frente à previsão passada, a área plantada nesta temporada deverá superar em 2,97% o volume registrado na safra anterior, 2023/24. Esse avanço é reflexo do apetite dos cotonicultores pelo cultivo da fibra, especialmente diante de um cenário de demanda aquecida no mercado global e de preços relativamente firmes. A expansão mostra que, mesmo em meio aos desafios climáticos e logísticos, o algodão segue sendo uma das apostas estratégicas para o agronegócio mato-grossense nesta temporada. Clique aqui e acompanhe diariamente o mercado financeiro.

O produtor rural, neste momento, observa com atenção cada mudança no clima e investe em práticas agronômicas de precisão para mitigar riscos. A aposta está em um manejo eficiente e na torção positiva do tempo, que pode, se favorável, sustentar a boa expectativa de rendimento da safra. É um período de expectativa no campo, onde cada dia conta para definir os números finais que sairão das lavouras espalhadas pelo estado.