Planta frigorífica instalada em Paranatinga é uma das habilitadas a exportar ao mercado americano.
A primeira remessa de carne bovina in natura de Mato Grosso destinada ao mercado norte-americano será embarcada até a próxima semana. A produção de 25 toneladas foi iniciada neste fim de semana na planta da Marfrig, em Paranatinga, após a habilitação do frigorífico, no último dia 21 de setembro, a exportar carne da unidade mato-grossense. Outras duas unidades da Marfrig, uma em São Paulo e outra em Mato Grosso do Sul, também estão habilitadas a vender para os EUA e já começaram a embarcar o produto.
A liberação para exportar carne in natura do Brasil ao mercado dos EUA foi definida após longos 17 anos de negociações entre os dois países. Em julho deste ano, o ministro da Agricultura Blairo Maggi liderou a missão técnica que definiu junto ao serviço veterinário dos EUA os critérios bilaterais para habilitar estabelecimentos à importação e exportação de carne in natura. A modalidade de habilitação foi definida como “pré-listing”, ou seja, tanto o Mapa quanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) podem indicar lista de estabelecimentos para a exportação. Porém, apenas os estabelecimentos que cumprirem todos os requisitos estabelecidos na certificação acordada serão indicados pelos serviços oficiais.
O presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Luciano Vacari, destaca que o acesso ao mercado norte-americano possibilita ao Brasil abrir novos canais de venda e chegar a mais destinos com os produtos brasileiros.
Mercado em expansão
Com um rebanho comercial estimado em 29,5 milhões de bovinos, Mato Grosso tem grande potencial para ampliar a exportação de carne bovina. O estado deverá ser o responsável por 25% das exportações de proteína animal para os Estados Unidos.
Foram estabelecidas cotas de importação para os países aptos a vender aos americanos. Segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, o Brasil faz parte da cota dos países da América Central, que é de 64,8 mil toneladas por ano, com tarifa de 4% ou 10% dependendo do corte da carne. Fora da cota (sem limite de quantidade), a tarifa é de 26,4%.



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