A avicultura iniciou o ano com movimentos distintos nos preços da carne de frango, refletindo diferentes dinâmicas entre as regiões do país. Enquanto algumas praças enfrentam pressão negativa devido à menor demanda, outras encontram suporte na oferta ajustada, resultando em valorizações expressivas.
Mercado Financeiro
Com o fim das festividades de final de ano e o retorno à rotina financeira mais apertada, muitos consumidores brasileiros reduziram o consumo de proteína animal, afetando diretamente os preços da carne de frango. Esse cenário tem levado indústrias a reavaliar suas estratégias de precificação, buscando ajustar os valores para evitar estoques elevados.
Em algumas regiões, a demanda retraída fez com que frigoríficos e distribuidores revissem os preços para baixo, visando estimular as vendas e equilibrar o mercado do frango. A postura conservadora dos consumidores, impactada pelo menor poder de compra, reforça essa tendência de baixa nas praças mais afetadas.

Por outro lado, mercados onde a oferta de frango está mais ajustada têm registrado um comportamento oposto. A redução na produção e o controle dos abates em determinadas praças limitaram a disponibilidade do produto, garantindo assim valorizações nos preços.
Esse desequilíbrio entre oferta e demanda mostra um mercado fragmentado, onde cada região responde de maneira diferente aos fatores econômicos e de produção. Pesquisadores do Cepea destacam que essa oscilação reforça a importância de monitoramento contínuo das dinâmicas de mercado para que os agentes do setor possam tomar decisões mais assertivas.




