O presidente Jair Bolsonaro aprovou a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que reduz de 13% para 10% o percentual de adição de biodiesel ao óleo diesel

Segundo o governo, a medida “vai evitar que o consumidor final pague mais caro pelo produto, o que teria efeitos negativos à economia do País”.

A Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o encarecimento do óleo de soja nos mercados brasileiro e internacional, combinado com a desvalorização do real, impulsionou as exportações de soja e elevou o preço do biodiesel nacional.

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“Essa realidade, alinhada com os resultados preliminares da apresentação das ofertas dos produtores de biodiesel no 79o Leilão de Biodiesel, em realização pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), revela a possibilidade de excessivo incremento do preço do óleo diesel, o que implicaria uma série de efeitos negativos ao transporte de cargas e à economia do país”, acrescentou.

O governo federal está numa cruzada desde o início do ano para tentar conter o aumento nos preços do óleo diesel. O combustível ficou mais caro nos últimos meses porque os preços do petróleo subiram e o dólar se valorizou, o que elevou o valor da commodity em reais.

No Brasil a Petrobras detém o monopólio virtual do refino de combustíveis e a política de preços da companhia é equiparar o preço da gasolina e do diesel no Brasil ao praticado no mercado internacional. Desde o final do ano passado, a empresa elevou o valor do diesel em cerca de 32%, e o da gasolina em 43%. Os importadores, que são a concorrência da Petrobras, compram o combustível no exterior e não oferecem preços muito diferentes dos definidos pela estatal.