O cereal que o Brasil mais importa, também entra na conta das exportações; o movimento dos pequenos frigoríficos e a oleaginosa mandando ver
Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®
Um dos três maiores importadores mundiais de trigo, o Brasil entrou também no grupo dos exportadores.
Há uma expectativa de que possam ser exportadas 2,5 milhões de toneladas no ano comercial 21/22, contra menos de 1 milhão/t do ciclo anterior.
Ainda assim, vamos precisar buscar mais de 6 milhões/t lá fora.
Mas, em meio ao debate se vale a pena o Brasil gastar mais com importação e deixar mais de 20% do consumo interno ir embora, lembremos de dois pontos.
O primeiro é que da safra recorde de 7,5 milhões de toneladas, com o Rio Grande do Sul desbancando o Paraná da liderança, saiu muito trigo de baixa ou nenhuma qualidade panificadora.
Excesso de chuvas em alguns momentos da safra reduziram a qualidade para o grão, que encontra compradores na Ásia, África e países árabes, que o utilizam em suas culturas culinárias.
Mas, será que só saiu grão ruim? Não, claro.
O trigo este ano alcançou preços no teto de muitas temporadas, com a procura para substituição de parte do milho nas reações e pela saída da pandemia.
Aliado a um dólar alto, quem pode exportou, trigo ruim e trigo bom.
O outro ponto é que é do jogo do capitalismo. Fronteiras abertas.
Se exporta e se importa.
Os Estados Unidos fazem muito bem isso, com quase tudo que produzem.
Só não importam soja e milho porque são os segundos produtores na oleaginosa e o primeiro no cereal, e possuem um excedente muito acima das necessidades internas
Mas, nas carnes, por exemplo, são exportadores e grandes importadores.
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Boi na gangora
Como falamos aqui, sem novidades no boi.




