O volume de carne de frango exportado em outubro surpreendeu o mercado e mostrou a força do Brasil, veja a seguir
Olá, colega do agro! A notícia que chega do campo, ou melhor, dos portos, é para comemorar. O setor de avicultura brasileiro mais uma vez demonstrou sua resiliência e competitividade global. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume de carne de frango exportado em outubro foi o segundo maior de toda a série histórica, iniciada em 1997. Esse resultado impressionante fica atrás apenas do recorde de março de 2023 e, o mais incrível, foi alcançado sem a participação do nosso principal comprador, a China.
A performance robusta não apenas reforça a posição do Brasil como líder mundial, mas também abre um horizonte extremamente positivo para o fechamento do ano, agora que o mercado chinês está de volta ao jogo.
Um desempenho histórico para a avicultura nacional
Vamos aos fatos. Os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, confirmam um cenário que muitos consideravam improvável. Superar a ausência temporária de um gigante como a China, que costuma absorver uma fatia significativa da nossa produção, e ainda assim registrar o 2º melhor mês da história, não é pouca coisa. Isso demonstra que o trabalho de diversificação de mercados, a qualidade do nosso produto e a confiança internacional na sanidade do nosso plantel são pilares sólidos que sustentam o setor.
Esse feito é um testemunho da capacidade de adaptação dos nossos produtores e da agilidade da indústria. Quando um mercado importante se fecha temporariamente, a cadeia produtiva consegue redirecionar seus esforços e atender à demanda crescente de outras nações. A força da marca “frango do Brasil” no exterior é inegável, e os resultados de outubro são a prova concreta disso. Para quem está no dia a dia da granja, essa é uma notícia que traz segurança e valida todo o investimento em tecnologia, manejo e biossegurança.
Como o Brasil alcançou este volume de carne de frango exportado em outubro?
A pergunta que fica é: como foi possível? A resposta está na estratégia e na competência. Sem a China na jogada durante seis meses, outros parceiros comerciais ampliaram suas compras de forma significativa. Países do Oriente Médio, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além de mercados tradicionais como Japão e União Europeia, aumentaram seus pedidos, absorvendo o volume que seria destinado aos chineses. Essa diversificação é uma verdadeira apólice de seguro para o setor.
Além disso, diversos fatores contribuem para que o Brasil se destaque e consiga manter um alto volume de carne de frango exportado em outubro e nos demais meses. Entre eles, podemos citar alguns que o produtor conhece bem:
- Abertura e consolidação de novos mercados em diferentes continentes;
- Status sanitário privilegiado, especialmente em relação à gripe aviária em granjas comerciais;
- Preço competitivo aliado a uma alta qualidade, resultado de uma cadeia produtiva eficiente;
- Capacidade logística para escoar grandes volumes de produção para todo o mundo.
A questão da gripe aviária e a confiança internacional
É impossível falar de exportação de aves sem tocar no tema da gripe aviária. A suspensão chinesa, assim como a de outros países, foi uma medida de precaução após a detecção de um caso em maio deste ano. No entanto, é fundamental reforçar um ponto que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sempre destacou: o Brasil nunca registrou um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em sua produção comercial. Os casos identificados se restringiram a aves silvestres ou de subsistência, sem qualquer conexão com as granjas de exportação.




