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Frango: exportação de outubro quebra recordes

Redação
16/11/2025 às 06:30
Frango: exportação de outubro quebra recordes

O volume de carne de frango exportado em outubro surpreendeu o mercado e mostrou a força do Brasil, veja a seguir

Olá, colega do agro! A notícia que chega do campo, ou melhor, dos portos, é para comemorar. O setor de avicultura brasileiro mais uma vez demonstrou sua resiliência e competitividade global. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume de carne de frango exportado em outubro foi o segundo maior de toda a série histórica, iniciada em 1997. Esse resultado impressionante fica atrás apenas do recorde de março de 2023 e, o mais incrível, foi alcançado sem a participação do nosso principal comprador, a China.

A performance robusta não apenas reforça a posição do Brasil como líder mundial, mas também abre um horizonte extremamente positivo para o fechamento do ano, agora que o mercado chinês está de volta ao jogo.

Um desempenho histórico para a avicultura nacional

Vamos aos fatos. Os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, confirmam um cenário que muitos consideravam improvável. Superar a ausência temporária de um gigante como a China, que costuma absorver uma fatia significativa da nossa produção, e ainda assim registrar o 2º melhor mês da história, não é pouca coisa. Isso demonstra que o trabalho de diversificação de mercados, a qualidade do nosso produto e a confiança internacional na sanidade do nosso plantel são pilares sólidos que sustentam o setor.

Esse feito é um testemunho da capacidade de adaptação dos nossos produtores e da agilidade da indústria. Quando um mercado importante se fecha temporariamente, a cadeia produtiva consegue redirecionar seus esforços e atender à demanda crescente de outras nações. A força da marca “frango do Brasil” no exterior é inegável, e os resultados de outubro são a prova concreta disso. Para quem está no dia a dia da granja, essa é uma notícia que traz segurança e valida todo o investimento em tecnologia, manejo e biossegurança.

Como o Brasil alcançou este volume de carne de frango exportado em outubro?

A pergunta que fica é: como foi possível? A resposta está na estratégia e na competência. Sem a China na jogada durante seis meses, outros parceiros comerciais ampliaram suas compras de forma significativa. Países do Oriente Médio, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além de mercados tradicionais como Japão e União Europeia, aumentaram seus pedidos, absorvendo o volume que seria destinado aos chineses. Essa diversificação é uma verdadeira apólice de seguro para o setor.

Além disso, diversos fatores contribuem para que o Brasil se destaque e consiga manter um alto volume de carne de frango exportado em outubro e nos demais meses. Entre eles, podemos citar alguns que o produtor conhece bem:

  • Abertura e consolidação de novos mercados em diferentes continentes;
  • Status sanitário privilegiado, especialmente em relação à gripe aviária em granjas comerciais;
  • Preço competitivo aliado a uma alta qualidade, resultado de uma cadeia produtiva eficiente;
  • Capacidade logística para escoar grandes volumes de produção para todo o mundo.

A questão da gripe aviária e a confiança internacional

É impossível falar de exportação de aves sem tocar no tema da gripe aviária. A suspensão chinesa, assim como a de outros países, foi uma medida de precaução após a detecção de um caso em maio deste ano. No entanto, é fundamental reforçar um ponto que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sempre destacou: o Brasil nunca registrou um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em sua produção comercial. Os casos identificados se restringiram a aves silvestres ou de subsistência, sem qualquer conexão com as granjas de exportação.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse excelente desempenho das vendas externas foi verificado mesmo sem a participação do principal importador da carne brasileira, a China.

A manutenção desse status sanitário, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), foi decisiva para que a maioria dos nossos 150 mercados importadores mantivesse as portas abertas. O fim das suspensões, culminando com a retomada chinesa no início de novembro, funciona como um selo de aprovação final, reafirmando a confiança global nos rigorosos controles e na transparência do sistema de defesa sanitária brasileiro.

O gigante voltou: o que esperar com o retorno da China?

Com o anúncio da retomada das compras pela China em 7 de novembro, o cenário para o último bimestre do ano se tornou ainda mais promissor. A reentrada de um comprador com um apetite tão grande tende a impulsionar ainda mais o volume de carne de frango exportado.

Os primeiros sinais já são visíveis. Nos primeiros cinco dias úteis de novembro, a média diária de embarques de carne de frango atingiu o maior patamar da história, segundo a Secex. Esse ritmo frenético indica que os contêineres já estão sendo preparados e enviados para a China, movimentando toda a cadeia logística e produtiva. Para o produtor, isso se traduz em maior demanda e, potencialmente, melhores preços pela arroba, trazendo um fôlego extra para fechar o ano com chave de ouro.

O Brasil soube navegar por um período de incertezas com maestria, provando que sua base exportadora é diversificada e resiliente. O excelente volume de carne de frango exportado em outubro foi uma vitória conquistada pela força conjunta de todos os elos da cadeia. Agora, com o retorno do nosso principal parceiro comercial, as perspectivas são de um final de ano histórico para a avicultura, consolidando ainda mais o papel do país como um pilar essencial para a segurança alimentar do planeta. Clique aqui e acompanhe diariamente o agro.

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