Desenvolvimento da segunda safra Paranaense (Feijão das Secas)

Com 96% da área colhida, a segunda safra 2016/17 Paranaense vai se encerrando. As geadas ocorridas no final de abril e as chuvas constantes nos meses de maio e junho, dificultaram e retardaram a colheita. Muitas áreas foram colhidas com a umidade acima do recomendado, com reflexos negativos na qualidade do produto final e uma menor remuneração ao agricultor.

Números da Produção

De acordo com o último levantamento do Departamento de Economia Rural (DERAL), a área estimada é 237.324 hectares, 16% maior que os 203.937 hectares cultivados em 2015/16. A produção estimada é 355.078 toneladas, 19% maior que os 297.248 toneladas na safra anterior. Até este momento o Deral estima uma redução na produção em torno de 19%, o que equivale a redução de aproximadamente 84 mil toneladas. Até o momento 70% do total da safra foi comercializada, contra 95% da safra anterior. Ritmo mais lento na comercialização devido a redução na qualidade do produto final.

Preços Recebidos pelo Agricultor

De acordo com a SEAB/DERAL, o preço médio recebido pelo agricultor nas três primeiras semanas do mês de junho 2017 foi R$ 149,010/sc 60 kg para o feijão cores, e de R$ 135,00 para o feijão preto. Comparativamente ao mesmo período 2016, ocorre uma redução de 61% para o feijão cor e 30% a menos para o feijão preto.

Classes do Feijão na 2ª Safra 2016/17