Todos os fatores vinham indicando altas consistentes no suco de laranja devido, especialmente, a duas safras bens ruins brasileiras, a que acabou e a próxima. Mas eis que se surgiu uma variável que derruba qualquer prognóstico quando se tratam de destinos das exportações.

Como nos grãos, onde a China determina os rumos de qualquer balanço de oferta e demanda. No suco de laranja, são os Estados Unidos.

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E o maior consumidor mundial da bebida saiu de maio com vendas internas fracas. Apesar do ritmo quase pós-pandemia da sociedade americana, 16% menor ficou o mercado, de acordo com a Nielsen.

Nos quatro meses anteriores, também ficaram abaixo. Daí então que os estoques globais entraram junho mais inchados. No Brasil, em relatório do dia 9, a CitrusBR, que reúne os players nacionais, informou inventários de 310,7 mil toneladas na safra 20/21, 14% acima do estimado em fevereiro, embora 34% menor que no mesmo período de 2020.

Desde então, o suco despencou na bolsa de soft commodities de Nova York, saindo dos 128,70 centavos de dólar por libra-peso para os 115 atuais, no vencimento julho, às 11h20 (Brasília).Em análise da Fruit Processing, publicação internacional, o nível de suco de laranja concentrado congelado (FCOJ) nas câmaras frias dos grupos brasileiros está bem folgado acima das 250 mil/t consideradas estratégicas.