Enquanto o real valorizado impõe perdas às vendas externas, ao mesmo tempo torna mais cara as importações

Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®

O câmbio pode começar a fazer estrago nas exportações (e nas importações) em gerais e do agronegócio, em particular.

O dólar desceu abaixo de R$ 5.

Mesmo com os temores e volatilidade gerados na crise militar na Ucrânia, sem solução à vista – e com o petróleo em franca ascensão -, o cenário interno brasileiro está favorecendo a valorização do real.

A entrada de divisas americanas vem na rabeira dos juros altos. E com os investidores externos com poucas opções, fora os títulos dos Estados Unidos, já que as bolsas de valores seguem instáveis.

Bom, ao fim e ao cabo, as vendas externas ficam cada vez mais complicadas.

O dólar fraco torna os produtos brasileiros mais caros. Há necessidade de mais moeda americana para comprar mais reais.

Com isso, o que se passa, por reflexo, é que as cotações do agronegócio acabam caindo.

É preciso diminuir os preços.

Assim, a soja, vimos nos últimos dias, perde força.

O preço interno recua e não acompanha Chicago.

No interior, nas principais praças, os preços cederam até mais de 2,60%, com a saca negociada entre R$ 175 e 195.

A situação é geral e atinge a todos.