Em Mato Grosso, o trabalho da extensão rural foi constituído oficialmente no dia 15 de setembro de 1964, com a criação da Associação de Crédito e Assistência Rural de Mato Grosso (Acarmat). Em 1992, foi instituída a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O presidente da Empaer, Layr Mota da Silva, fala que os agricultores familiares dificilmente teriam acesso as tecnologias e mercados se não fossem os extensionistas. E destaca que o extensionista tem contribuído decisivamente no processo de desenvolvimento do Estado, por meio de ações educativas, transferindo tecnologia agropecuária e gerencial capaz de elevar a produtividade e a renda das famílias rurais. “Eles não atuam apenas na agricultura, mas também atendem famílias e comunidades que necessitam de renda e lucro para permanecer no campo”, enfatiza.

A Empaer conta com a força de trabalho de 561 servidores e está presente em 120 municípios, atuando em 85% dos 141 municípios existentes no estado de Mato Grosso. Em 2015 prestou atendimento para aproximadamente 40 mil famílias, pequenos produtores que foram beneficiados com projetos no valor de R$ 93,2 milhões em recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Para o desenvolvimento do meio rural, Layr enfatiza que a Empaer precisa avançar e tem como desafios a ampliação de parcerias institucionais para aumentar sua abrangência e aperfeiçoar o atendimento com qualidade aos agricultores familiares, com vistas ao fortalecimento da agricultura familiar. O Estado de Mato Grosso possui 104 mil núcleos de agricultura familiar, sendo 61,9 mil assentamentos rurais e 42,4 mil agricultores tradicionais. “A missão do extensionista é promover a inclusão, igualdade e o desenvolvimento sustentável”, esclarece.