No quadro de Direito Ambiental do Agronews, exploramos as complexidades ambientais que envolvem o agronegócio, em diálogo com Xisto Bueno, executivo do Fórum Agro, a Dra. Alessandra Panizi continua essa discussão crucial, mergulhando em outras políticas e documentos que buscam restringir as atividades do agronegócio, representando um desafio crescente para o setor.
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Moratória da Soja e Carne é apenas o começo?
Xisto Bueno destaca que a moratória da soja e carne foi apenas a ponta do iceberg. Novas políticas estão surgindo, evidenciando um padrão de restrição às atividades do agronegócio. Uma dessas medidas recentes surge da Europa, onde há um movimento para proibir a compra de produtos provenientes de áreas abertas na região da Floresta Amazônica após 2020. Essa proibição abrangerá não apenas carne e soja, mas qualquer grão produzido nessas áreas, independentemente do seu status de regularização.
Frente a essa ameaça, o agronegócio de Mato Grosso tem se mobilizado. A batalha não é apenas regional; é global. Xisto Bueno destaca que o embate mato-grossense da carne desempenhou um papel sólido na resistência a essas medidas. Um esforço conjunto envolveu o Fórum Agro, o Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), e outras entidades do estado. Essas organizações subsidiaram representantes brasileiros no Parlamento Europeu para combater ativamente essas restrições.

Resistência Global: EUA, México e União Sul-Americana
O Brasil não está sozinho nessa luta. Os Estados Unidos e o México já se posicionaram contra essa resolução europeia. Adicionalmente, Brasil, Argentina e Uruguai estão unindo forças para contestar essas medidas restritivas. Essa resistência global é vital, visto que as restrições impostas na Europa têm o potencial de criar um precedente prejudicial para o comércio agrícola em todo o mundo.



