De desconhecidas a objetos de paixão. As abelhas nativas sem ferrão conquistaram o coração de agricultoras da zona rural do município de Paragominas, no Pará, que participaram do curso “Meliponicultura para Mulheres”, realizado em fevereiro deste ano.

“A minha visão das abelhas mudou completamente. Antes eu achava que eram uma ameaça, um perigo. Hoje eu quero me aproximar cada vez mais delas e conhecê-las mais”.

Núbia de Souza – Comunidade Vila Formosa

“Elas só fazem o bem. Elas produzem o alimento que a gente consome”, completa Marinete Benício, da comunidade Alto Corací.

“Eu estou apaixonada pelas abelhas”, conclui Maria Oênice Xavier, da comunidade Alto Coraci.

Nos depoimentos das vinte agricultoras que participaram do curso, o desconhecimento em torno das abelhas nativas sem ferrão deu lugar à descoberta da importância que esses animais têm na polinização de diversos cultivos agrícolas e na manutenção da floresta. O curso “Meliponicultura para Mulheres” foi promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em parceria com a Associação Abelha, com execução técnica da Embrapa e apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, o INCT Polinização (INPol) e do Sindicato Rural de Paragominas, por meio do programa Rural Delas.

A pesquisadora Márcia Maués, da Embrapa Amazônia Oriental, explica que a atividade não requer equipamentos sofisticados, é simples e pode ser exercida próximo às residências.

“É uma atividade inclusiva, que mulheres, crianças e pessoas idosas podem aprender. Promove segurança alimentar, geração de renda e a conservação da biodiversidade”.