A presença do Brasil, e especificamente de Mato Grosso, em projeto internacional sinaliza algo muito maior do que uma simples cooperação acadêmica
Por Prof. Dr. Lucas Oliveira de Sousa
Estou na Noruega para uma missão que une ciência, educação e agronegócio, como parte do projeto DIP Farm Edu – Programa de Inovação Digital para Educação e Pesquisa em Robótica Agrícola, Melhoramento de Plantas e Produção Sustentável de Alimentos.
Esse projeto é liderado pela Universidade Norueguesa de Ciências da Vida (NMBU), com financiamento da agência norueguesa HK-dir (Diretoria para Cooperação Internacional e Qualidade no Ensino Superior), e conta com a parceria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no Brasil, além de outras instituições públicas e privadas. A proposta é clara: construir pontes duradouras entre educação, ciência e setor produtivo, promovendo soluções sustentáveis para a produção de alimentos, com apoio de tecnologias como robótica, IA e melhoramento genético.
A presença do Brasil, e especificamente de Mato Grosso, neste projeto internacional sinaliza algo muito maior do que uma simples cooperação acadêmica. Trata-se de um movimento estratégico em direção à internacionalização do conhecimento, da formação de profissionais e da própria imagem do agro brasileiro no exterior.
A Noruega pode ser um exemplo inspirador para o nosso agro. Um país pequeno em extensão territorial, mas com grande capacidade de inovação e com políticas públicas que integram ciência, educação e setor produtivo. Por aqui, o agro é tecnológico, sustentável e conectado aos desafios globais; exatamente o que temos buscado construir no Brasil, especialmente a partir de iniciativas que envolvem ciência, empresas e governos.





