Apesar disso, Brasil tem concorrentes internacionais fortes no cultivo e exportação da raiz
Mandioca de mesa, farinhas de vários tipos e fécula, que serve para diversas finalidades industriais. Poucos alimentos são tão versáteis quanto esta raiz, que ocupa posição central na cultura alimentar do brasileiro.
Por aqui produzimos muito. Somos o terceiro maior produtor mundial, com volume anual na casa dos 20 milhões de toneladas. Mas também consumimos bastante, de modo que sobra pouca coisa para exportar. Mas de tempos em tempos surgem janelas de oportunidade que fazem o setor voltar os olhos para o mercado internacional. O momento atual pelo qual passa a produção brasileira pode ser entendido como uma destas janelas, na visão de alguns representantes do setor. Desta maneira, concentrar esforços para abrir os caminhos no exterior pode ser uma boa estratégia.
As ações para transformar em resultados econômicos essa percepção de mercado foram discutidas em março deste ano, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Buscamos alguma forma de apoio para exportação, tendo em vista que não temos tradição nessa área. E alguns mecanismos que devem ser bem dimensionados para não serem confundidos com subsídios”, relata o presidente do Sindicato Rural de Paranavaí e vice- -presidente da FAEP, Ivo Pierin, que participou da reunião.




