As chuvas animam cafeicultores e renovam as esperanças de uma safra promissora, confira a seguir
Setembro se despediu trazendo um alívio esperado por produtores de café em todo o Sudeste brasileiro. As precipitações que chegaram em meados do mês foram recebidas como um verdadeiro presente, essenciais para o desenvolvimento da safra 2026/27. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o otimismo tomou conta do campo, com os produtores agora de olho na abertura das flores, um espetáculo que define o potencial produtivo dos cafezais.
Este momento é crucial, especialmente após uma temporada 2025/26 que, segundo o próprio Cepea, ficou abaixo das expectativas no beneficiamento. A esperança é que a nova safra possa ajudar a reequilibrar os estoques globais, e é por isso que a notícia de que as chuvas animam cafeicultores reverbera por todo o mercado.
O momento exato: por que a chuva agora é tão crucial?
Para quem não acompanha o dia a dia da lavoura, pode parecer que chuva é sempre bem-vinda, mas no cultivo do café arábica, o timing é tudo. O cafeeiro precisa de um período de estresse hídrico, ou seja, uma seca moderada, para induzir a formação de gemas florais. As chuvas que chegam após esse período funcionam como um gatilho, sinalizando para a planta que é hora de florescer de maneira uniforme e vigorosa. Uma florada concentrada é o sonho de todo cafeicultor, pois facilita o manejo e resulta em uma colheita mais homogênea, com grãos de maturação similar.
Contudo, a abertura das flores é apenas o primeiro passo. O grande desafio agora é garantir o chamado “pegamento” dessa florada, que é a transformação da flor em fruto, o chumbinho. Para isso, a continuidade das chuvas nos próximos dias e semanas é fundamental. A falta de umidade no solo pode causar o abortamento das flores recém-abertas, um cenário que reduziria drasticamente o potencial da safra. Por isso, os olhos dos produtores continuam voltados para o céu, na torcida para que o clima continue colaborando com o ciclo da planta.
Como as chuvas animam cafeicultores e o ciclo da bienalidade
O café arábica é uma cultura com uma característica muito particular conhecida como bienalidade. Em termos simples, a planta tende a alternar um ano de alta produção com um ano de produção mais baixa. Isso ocorre porque uma safra cheia exige muita energia e nutrientes da planta, que precisa de um período de recuperação no ano seguinte. A safra 2026/27 é aguardada como um ano de “safra cheia” ou de bienalidade positiva, o que aumenta ainda mais as expectativas do setor.
Nesse contexto, as condições climáticas favoráveis no início do ciclo são ainda mais importantes para que a planta consiga expressar todo o seu potencial produtivo. A chegada das chuvas no momento certo garante que a florada, que se projeta abundante para este ciclo, tenha as condições ideais para se desenvolver. O fato de que as chuvas animam cafeicultores não é apenas um sentimento, mas uma constatação técnica de que o primeiro e mais crítico passo para uma grande safra foi dado com sucesso, alinhando a expectativa do ciclo natural da planta com a colaboração do clima.
O olhar do produtor no campo: o que fazer agora?
Com a florada se confirmando, o trabalho na fazenda se intensifica. O produtor precisa estar atento a uma série de manejos para proteger o potencial produtivo que a natureza está oferecendo. A gestão da propriedade nesta fase envolve planejamento e execução cuidadosa de várias tarefas. As principais preocupações do cafeicultor neste momento incluem:




