Em alguns casos, restrições impostas às exportações após a Operação Carne Fraca foram retiradas, no entanto, com acerto no preço das mercadorias

 Países importadores que intensificaram a fiscalização da carne brasileira após a Operação Carne Fraca não encontraram inconformidades, revelou o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), nesta quarta-feira, 10, durante audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. “Cem por cento da mercadoria está sendo inspecionada ao chegar no seu destino, sem que tenha sido encontrada nenhuma inconformidade até agora”, assinalou.

Restrições impostas às exportações de carnes do Brasil foram retiradas pelos principais compradores, disse o ministro. Os mercados atualmente abertos representaram cerca de US$ 13,55 bilhões ou 95,34% dos valores exportados.

De acordo com matéria veiculada no Agrolink, alguns países, no entanto, retomaram as compras pagando menos pelo nosso produto, como é o caso de Hong Kong, que obteve descontos de 3,5% e 4% no valor dos contratos referentes à carne suína.

O reforço na fiscalização de rotina foi adotado por 57 países importadores, de acordo com o ministro. Depois da operação da Polícia Federal em frigoríficos, o ministério recebeu cerca de 328 comunicados oficiais envolvendo demandas de outros países sobre detalhes da ação.

Como providências do Mapa, Maggi destacou a coleta de 762 amostras de produtos para análise e a proibição de produção e de exportação de mercadorias por parte dos frigoríficos investigados, além da exoneração de servidores envolvidos.

Problemas encontrados – Entre as amostras recolhidas, 98,68% não apresentavam risco sanitário. E a maior parte dos problemas detectados eram relacionados à fraude econômica, como excesso de água nas embalagens. Em 1,31%, foram identificados pequenos problemas, com algum potencial de afetar a saúde pública, como a presença de salmonella.