A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) identificaram, nos últimos anos, o potencial do mercado chinês para os cafés especiais nacionais e ranquearam o país asiático como mercado-alvo no projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”. Em 2017, as 14 empresas que participaram da Hotelex Shanghai Expo Finefoods, maior feira do setor de hotelaria e food service da China, realizaram, entre 28 e 31 de março, US$ 2,025 milhões em negócios e estimam mais US$ 22,435 milhões nos próximos 12 meses. No ano passado, a participação de sete companhias brasileiras gerou US$ 3,5 milhões.

Segundo a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, o crescimento dos negócios na China evidencia a precisão que os gestores do projeto setorial tiveram no trabalho de pesquisa e “ranqueamento”, o que atraiu mais empresários brasileiros e despertou maior interesse por parte dos compradores e do público asiático. “A ascensão financeira chinesa nas últimas décadas tornou esse mercado muito atrativo. Realizamos um trabalho de pesquisa e promoção da qualidade dos cafés especiais brasileiros e, com isso, estamos confirmando a projeção de aprimoramento do paladar dos chineses para a bebida e de crescimento constante na aceitação do produto brasileiro”, explica.

A China é um mercado novo para café, cujo hábito do consumo ainda é pequeno na cultura local, mas com enorme potencial. “Esse cenário torna fundamentais as ações de promoção dos cafés especiais brasileiros que BSCA e Apex-Brasil têm realizado. Apesar da pouca tradição cafeeira, os chineses consomem, conforme a Organização Internacional do Café, cerca de 2 milhões de sacas, com crescimento de 16% ao ano na última década. Aliada a isso, a expansão das redes comerciais e das casas de café no país evidenciam excelentes perspectivas e acreditamos em um futuro promissor no consumo de cafés especiais, pois esse setor cresce a taxas anuais de 50% “, aponta o presidente da Associação, Adolfo Henrique Vieira Ferreira.