A partir dessa data os agricultores ficam somente esperando a chegada das chuvas para iniciar a semeadura

Enquanto aguardam, as máquinas já foram reguladas e estão prontas para irem ao campo. Porém, também é preciso ficar atento à inoculação das sementes.

O processo de Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN) é capaz de fornecer todo o nitrogênio necessário para a soja atingir altos rendimentos e aumentar a produtividade.  Mas é necessário que o agricultor siga alguns procedimentos no momento da inoculação das sementes para obter melhores resultados.

A procedência e qualidade do inoculante é o primeiro ponto a ser observado. Para isso, é preciso verificar se o produto tem registro no Ministério da Agricultura e se está dentro do prazo de validade.

Também é aconselhável perguntar ao vendedor sobre as condições de transporte e armazenamento do inoculante, para garantir que não foi exposto ao sol ou a temperaturas excessivas, o que pode ocasionar a morte das bactérias.

As mesmas preocupações e cuidados devem ser mantidos após a compra, no transporte e armazenamento na fazenda. Mantendo sempre o produto em local fresco e bem arejado.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Anderson Ferreira, a inoculação deve ser feita no mesmo dia da semeadura. Caso não seja possível, o produtor deve inocular novamente as sementes. O processo pode ser refeito apenas uma vez, acima disso o resultado em campo pode ser afetado.

“Quanto mais rápido ele plantar depois da inoculação e quanto menos ele expor ao calor, ele vai obter mais microrganismos viáveis. Os microrganismos se mantêm vivo por longa data, só que a cada hora que passa com ele inoculado sendo exposto a altas temperaturas ele vai diminuindo a vitalidade”, explica Anderson.

O pesquisador também indica o uso de inoculantes turfoso em dosagem duas vezes maior do que a recomendada quando o plantio é feito em áreas novas. Já nas áreas antigas, é preciso fazer reinoculação anualmente, pois a repetição do procedimento pode resultar em ganhos de 5% a 7%.