Azul Linhas Aéreas altera a origem de voos para Sorriso (MT), substituindo Cuiabá por Campinas (SP) a partir de 1º de abril. Confira os detalhes.
Para o produtor e para quem presta serviço no agro, essa troca mexe com tempo, custo e planejamento. Campinas concentra o principal centro de conexões da Azul no país, o que abre mais possibilidades de encaixar viagens longas em um único bilhete. Por outro lado, quem usava Cuiabá como ponte curta vai precisar recalcular agenda.
Impacto no dia a dia
Sorriso é cidade de trabalho. Avião ali não é luxo, é ferramenta. Com a saída dos voos para Cuiabá, acabam aquelas viagens rápidas para resolver papelada, visitar órgãos públicos ou fechar negócio na capital. Esse deslocamento passa a exigir estrada ou conexões mais longas.
Em compensação, o voo direto para Campinas encurta a distância com o Sudeste e com o exterior. Viracopos é um aeroporto que conversa com o mundo, e isso pesa para quem lida com exportação, compra de insumos importados, máquinas ou participa de eventos fora do país.
Na conta do produtor, o que importa é previsibilidade. Ter horários fixos, boa oferta semanal e menos escalas ajuda a reduzir pernoite fora, diária de hotel e dia perdido longe da fazenda ou do escritório.
Como ficam os voos
A nova operação entre Campinas e Sorriso começa no dia 1º de abril, com 12 voos por semana. Ao todo, serão ofertados 1.632 assentos nesse trecho, usando aeronaves Embraer 195-E2, modelo mais novo da frota da Azul, com capacidade para 136 passageiros.
As partidas de Campinas acontecem às segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domingos, sempre às 8h20 da manhã, com chegada prevista em Sorriso às 9h30. No sentido inverso, os voos saem de Sorriso nos mesmos dias, às 10h10, e pousam em Viracopos às 13h20.
É um horário que conversa bem com quem precisa seguir viagem no mesmo dia ou chegar ao interior paulista ainda pela manhã para cumprir agenda cheia. Para quem vai além de Campinas, a malha de conexões facilita seguir para outras capitais ou para fora do Brasil sem trocar de aeroporto.
Sorriso não entrou nesse mapa por acaso. A cidade é um dos maiores polos do agronegócio brasileiro, com peso na produção de grãos, na indústria de insumos e na logística do Centro-Oeste. Estar ligado diretamente ao principal hub da companhia aérea cria um canal mais direto com mercados consumidores e financeiros.
Segundo a Azul, a estratégia passa por aproximar regiões produtivas de centros com maior oferta de destinos. Sobre a nova rota, a gerente sênior de Planejamento de Malha, Beatriz Barbi, afirma: “O lançamento do voo direto entre Campinas e Sorriso é resultado de um planejamento focado em conectar regiões estratégicas do país ao nosso principal hub. Essa nova rota fortalece o acesso de Sorriso a uma malha ampla de destinos nacionais e internacionais, além de apoiar o desenvolvimento econômico de uma das regiões mais dinâmicas do agronegócio brasileiro”.
Na prática, isso significa mais facilidade para receber investidores, técnicos, compradores e parceiros comerciais que vêm de fora. Também ajuda quem precisa sair rápido para resolver assunto longe e voltar sem perder muitos dias de campo.
Fim da rota Cuiabá
A mudança não vem sem perda. A Azul confirmou que, na mesma data em que inicia a ligação com Campinas, os voos entre Sorriso e Cuiabá serão descontinuados. Essa rota era usada por quem precisava resolver questões administrativas, médicas ou institucionais na capital.
Com o fim dessa opção aérea, a estrada volta a ser o caminho principal até Cuiabá, o que aumenta tempo de deslocamento e custo, especialmente em períodos de chuva ou pico de safra, quando cada hora longe da operação pesa.
Para o produtor, o cenário exige adaptação. Avaliar se Campinas passa a ser a porta de entrada mais eficiente, reorganizar compromissos e colocar o transporte terrestre na conta para viagens regionais. É mais uma decisão logística que entra na planilha, junto com frete, combustível e custo financeiro.