É do conhecimento de todos que os números do agronegócio nacional são gigantescos, sendo o setor responsável por 23,5% do Produto Interno Bruto.

São mais de 5 milhões de estabelecimentos agrícolas no país, principalmente formado por pequenos produtores, empregando cerca de 1/5 da força de trabalho. A safra nacional em 2017 alcançou 240,3 milhões de toneladas, ajudando o Brasil a ter o maior superávit da sua história na balança, o que representou U$ 67 bilhões de dólares.

E o agronegócio só tende a crescer. Segundo a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a demanda por alimentos na próxima década crescerá 20% e o Brasil deve ser o responsável por alimentar ¼ da humanidade nos próximos 10 anos.

No entanto, o momento econômico e político nacional fez com que a confiança dos empresários do setor do agronegócio brasileiro tenha caído 8,6 pontos no segundo trimestre de 2018, em comparação com o primeiro trimestre do ano. Segundo dados divulgados em 25 de julho pelo Departamento do Agronegócio – Deagro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp e pela Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, o Índice de Confiança do Agronegócio – IC Agro marcou 98,5 pontos no período, contra 107,1 nos três meses anteriores, o que indica pessimismo moderado do setor.

Fatores como a greve dos caminhoneiros colocaram em dúvida o poder de recuperação da economia nacional e revelaram a baixa eficiência do empresário na gestão de crises, especialmente no agronegócio.

Esse cenário revela a urgente necessidade de se implementar no agronegócio nacional boas práticas de Governança Corporativa, que constitui um conjunto de práticas de gestão que objetivam profissionalizar o negócio.

Os benefícios da adoção da Governança Corporativa para o agronegócio são tanto internos, quanto externos, na medida em que essas boas práticas são valorizadas no pós-porteira por fornecedores de crédito, insumos e compradores do setor.

Uma Governança Corporativa é, inclusive, condição para a abertura de capital na bolsa de valores e para viabilizar a entrada de fundos de private equity, que são fundos especializados em comprar participações em empresas.