Estudo analisou a preocupação dos profissionais em cumprir as normas versus a realização efetiva de ações

Os profissionais que trabalham nas empresas do segmento de Defensivos Agrícolas são os mais comprometidos com as questões relacionadas à governança corporativa. Na sequência, aparecem os colaboradores do setor de Maquinários e Implementos Agrícolas e, na terceira posição, os funcionários das empresas de Nutrição Animal.

Esse contexto foi apresentado por Rodrigo Capella, diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, em trabalho de conclusão de curso do MBA em Agronegócios da USP/Esalq, com orientação da Profª. Dra. Alessandra de Cássia Romero.

Para a coleta de informações, o trabalho “Contribuições do marketing para a governança corporativa das empresas de agronegócio” contou com a realização de uma pesquisa, com a participação de 117 profissionais de marketing de agronegócio, de vários segmentos. Os setores de Defensivos Agrícolas, Maquinários e Implementos Agrícolas, e Nutrição Animal tiveram maior adesão, comprovando o notório interesse desses setores no tema governança corporativa.

De acordo com Capella, a pesquisa evidenciou que Defensivos Agrícolas é o único segmento que não apresenta déficit, quando comparamos a preocupação dos profissionais em cumprir as normas de governança corporativa com a realização de ações desses colaboradores para justificar a preocupação.

Defensivos Agrícolas é o segmento do agro mais engajado em Governança Corporativa

O cenário comprova o alto engajamento do setor de Defensivos Agrícolas com o tema governança corporativa. Os aspectos regulatórios e o crescente interesse da sociedade pelo processo produtivo são alguns dos impulsionadores”, explica o diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

Já em Maquinários e Implementos Agrícolas, há um déficit de 7,5% e, no segmento de Nutrição Animal, o déficit é ainda maior, de 20%. Quanto maior o déficit, menor o engajamento em governança corporativa.
Outros segmentos do agro também foram convidados a participar da pesquisa, mas não tiveram adesão sólida, o que caracteriza um possível desinteresse pelo tema governança corporativa.